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Canetas emagrecedoras viram febre no Brasil e já estão em 1 a cada 3 casas

Uso de medicamentos como Ozempic e Wegovy cresce rapidamente, muda hábitos de consumo e levanta debate sobre acesso e riscos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 06/04/2026 - 17:00

Canetas emagrecedoras: saiba como descartá-las corretamente

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” se consolidou como um verdadeiro fenômeno no Brasil e já impacta diretamente o comportamento das famílias. Dados recentes mostram que esses medicamentos — usados principalmente para tratar obesidade e diabetes tipo 2 — deixaram de ser nicho e passaram a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros.

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva revela que um em cada três lares do país já teve alguém que utilizou ou utiliza esses medicamentos, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.

O crescimento chama atenção: em 2025, o uso era relatado em 26% dos domicílios, mas em fevereiro de 2026 esse número saltou para 33%, evidenciando uma expansão acelerada.

Além disso, o tema já é amplamente conhecido. Apenas 6% da população afirma nunca ter ouvido falar nas canetas, enquanto 60% dizem conhecer alguém que já usou o produto.

Popularidade em alta — e aprovação também

Entre os brasileiros entrevistados, 24% já utilizaram as canetas, sendo que 11% ainda fazem uso atualmente. A experiência, em geral, é bem avaliada:

  • 78% recomendariam o medicamento;
  • 90% dos ex-usuários dizem que voltariam a usar

O avanço do uso também atravessa diferentes classes sociais. Embora seja mais comum nas classes mais altas (39%), o consumo já é significativo entre as classes C, D e E, com cerca de 30%.

Preço ainda é barreira — mas cenário pode mudar

Apesar da popularização, o custo elevado ainda limita o acesso. Mesmo assim, há sinais de mudança:

75% acreditam que o acesso está ficando mais fácil
68% dizem que preços mais baixos aumentariam a chance de uso

A discussão sobre a quebra de patentes desses medicamentos no Brasil pode acelerar esse processo. Hoje, algumas canetas podem custar entre R$ 1.400 e R$ 3 mil, dependendo da dosagem.

Compra sem receita preocupa especialistas

Outro dado que acende alerta é o acesso irregular. Cerca de 40% dos consumidores afirmam ter adquirido o produto sem receita médica, muitas vezes pela internet ou no exterior.

Esse comportamento levanta preocupações sobre o uso indiscriminado e possíveis riscos à saúde, já que esses medicamentos exigem acompanhamento profissional.

Mercado bilionário e tendência de crescimento

O boom das canetas emagrecedoras não é apenas um fenômeno de saúde — também movimenta bilhões. Estimativas apontam que o mercado pode chegar a até US$ 9 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) até 2030.

Com maior conhecimento da população, possível redução de preços e ampliação do acesso, a tendência é de que o uso continue crescendo nos próximos anos, consolidando essas medicações como protagonistas no combate à obesidade — e também no debate sobre saúde pública no país.

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