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Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos da liquidação do Banco Master, revela portal

Autarquia alega risco à estabilidade financeira e investigações em andamento; TCU cobra explicações sobre restrição


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 06/04/2026 - 16:27

Aparecida Banco Central impõe sigilo de 8 anos sobre documentos da liquidação do Banco Master, revela portal
(Foto: Reprodução)

O Banco Central do Brasil decidiu manter sob sigilo, por um período de oito anos, os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. A informação foi revelada pela CNN Brasil após um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI).

De acordo com o Banco Central, a divulgação imediata dos documentos poderia comprometer o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”. A classificação de sigilo foi determinada pelo presidente da instituição, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025, e deve se estender até novembro de 2033.

A autarquia também justificou a decisão com base em argumentos legais, afirmando que a publicidade dos dados pode prejudicar atividades de inteligência, além de interferir em investigações e ações de fiscalização em andamento relacionadas à prevenção ou repressão de irregularidades no sistema financeiro.

A medida, no entanto, passou a ser questionada por órgãos de controle. Segundo apuração da CNN, o ministro Jhonatan de Jesus, relator de um processo no Tribunal de Contas da União (TCU), acionou o Banco Central no fim de março para que a instituição esclareça quais documentos realmente precisam permanecer sob sigilo. No despacho, ele solicitou detalhamento sobre eventuais trechos que poderiam ser liberados ao público.

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada pelo Banco Central também em novembro de 2025, após a identificação de uma grave crise de liquidez e de violações às normas do Sistema Financeiro Nacional. Além do Banco Master S/A, a medida atingiu outras empresas do conglomerado, incluindo instituições financeiras e corretoras ligadas ao grupo.

Dados divulgados à época indicavam que o conglomerado representava uma parcela relativamente pequena do sistema financeiro, com cerca de 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações. Ainda assim, a decisão foi considerada necessária para conter riscos maiores ao sistema.

O caso agora segue sob análise, com o sigilo dos documentos no centro do debate entre transparência pública e estabilidade econômica.

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