O Democracia Cristã anunciou no último sábado (16), a pré-candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa à Presidência da República e abriu uma crise interna com ex-ministro Aldo Rebelo, que vinha construindo seu nome para a disputa pelo mesmo partido.
Em nota, a direção nacional do DC afirmou que a pré-candidatura de Barbosa está “firmada” e apresentou o ex-ministro do STF como um nome capaz de representar “união nacional” e “reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. O comunicado foi assinado pelo presidente nacional da sigla, João Caldas, segundo registros publicados por veículos nacionais no sábado, 16 de maio.
A mudança desloca Aldo Rebelo, que até então era tratado como pré-candidato do DC ao Planalto. Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro da Defesa, Aldo reagiu e afirmou que sua pré-candidatura “está mantida”, conforme convite e compromisso que diz ter recebido da direção nacional do partido.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta a tudo que defendo como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas”, disse Aldo.
A direção do DC, por sua vez, tenta enquadrar a entrada de Joaquim Barbosa como movimento de reorganização nacional da legenda. “O Brasil urge. O povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história”, diz a nota. Em outro trecho, o partido afirma que “o Brasil está acima de projetos pessoais”.
Joaquim Barbosa, 71 anos, foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, ganhou projeção nacional como relator do mensalão e presidiu a Corte entre 2012 e 2014. Foi o primeiro homem negro a comandar o Supremo.
A pré-candidatura, no entanto, nasce sob contestação interna. Aldo sustenta que candidaturas são “projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos” e afirma ter sido escolhido para defender um programa de “união e desenvolvimento do Brasil”.















