A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) fechou 2025 com 5.712 cargos comissionados, novo recorde após uma sequência de aumentos nas nomeações de livre indicação política ao longo do ano. O crescimento foi impulsionado por mudanças internas que elevaram a capacidade de contratação dos gabinetes e ampliaram postos na estrutura administrativa da Casa.
Desde janeiro de 2023, com o início da gestão de Bruno Peixoto (UB) na presidência, o total de comissionados saiu de 3.733 (dezembro de 2022) para 5.712 em dezembro de 2025, alta de 65%. Em 2025, a ampliação ganhou novo ritmo com a elevação do teto de assessores por gabinete, que passou a permitir até 120 contratados.
Os números constam de levantamento baseado no Portal da Transparência da Alego, apurado pelo jornalista Rubens Salomão, do jornal O Popular, e indicam também um descompasso crescente em relação ao quadro efetivo. No mesmo período, o número de concursados recuou de 336 para 323, fazendo com que os comissionados passassem a representar 17 vezes a quantidade de servidores efetivos.
Impacto financeiro
O avanço nas indicações políticas teve reflexo nos gastos da folha: em 12 meses, a despesa mensal subiu R$ 3,7 milhões, saindo de R$ 36,6 milhões em janeiro para R$ 40,3 milhões no fechamento de 2025. A relação entre efetivos e comissionados tem sido acompanhada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) em relatórios periódicos. O Ministério Público também recebeu denúncia sobre o tema em 2024, sem evolução até aqui.














