A ação foi distribuída ao gabinete de Mendonça na última terça-feira (17). Até o momento, não há decisão ou despacho nos autos.
Caiado acusa Boulos dos crimes de calúnia, difamação e injúria em razão de um vídeo publicado nas redes sociais em maio. Na gravação, o ministro afirma que o ex-governador estaria “envolvido, hoje, num escândalo relacionado ao crime organizado em Goiás”.
Na publicação, Boulos faz críticas ao discurso de combate ao crime organizado e afirma haver uma contradição entre esse posicionamento e notícias envolvendo contratos firmados pelo Governo de Goiás.
O vídeo reúne declarações de Caiado sobre segurança pública e faz referência a uma reportagem que trata de contratos celebrados entre o governo estadual e uma fundação presidida por um empresário investigado por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a reportagem citada, os contratos somariam R$ 141 milhões.
“Ronaldo Caiado e os bolsonaristas adoram dizer que são linha-dura no combate ao crime organizado. Quem vê, pensa. Esse mesmo Ronaldo Caiado está envolvido hoje em um escândalo relacionado ao crime organizado lá em Goiás. O dono de uma fundação foi preso por lavar dinheiro para o crime, e essa mesma fundação tem um contrato de R$ 141 milhões – é isso mesmo, R$ 141 milhões – com o governo de Caiado em Goiás”, afirmou Boulos
Com a distribuição do processo, caberá ao ministro André Mendonça conduzir a análise da queixa-crime e decidir sobre o andamento da ação no Supremo Tribunal Federal.
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