A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou a suspensão de venda e uso de lotes de detergentes e desinfetantes da Ypê fabricados entre 1º de novembro e 31 de dezembro de 2025. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16).
A liberação ocorreu após a fabricante Química Amparo apresentar documentação técnica e laudos com resultados microbiológicos satisfatórios para os produtos desse período.
A decisão não libera todos os itens das linhas envolvidas. A suspensão da comercialização, distribuição e uso continua em vigor para os produtos abrangidos pela medida fabricados até 31 de outubro de 2025, quando os lotes terminam em 1.
Quais produtos foram liberados
A revogação contempla os lotes fabricados entre novembro e dezembro de 2025 dos seguintes detergentes:
- Lava-louças Ypê;
- Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê;
- Lava-louças Concentrado Ypê Green;
- Lava-louças Ypê Clear;
- Lava-louças Ypê Green;
- Lava-louças Ypê Toque Suave.
Também foram liberados os lotes dos desinfetantes Pinho Ypê e Bak Ypê produzidos no mesmo intervalo.
Por que a suspensão foi revista
A determinação original ocorreu após uma inspeção sanitária realizada entre 27 e 30 de abril de 2026. Na ocasião, foram identificados descumprimentos de requisitos de Boas Práticas de Fabricação.
Posteriormente, a empresa apresentou laudos de análise referentes aos produtos fabricados nos dois últimos meses de 2025. Os resultados microbiológicos satisfatórios fundamentaram a revisão da medida sanitária.
A delimitação da restrição aos lotes mais antigos foi estabelecida pela Resolução-RE nº 4.096, publicada em 15 de outubro.
Outros lotes ainda aguardam decisão
Segundo a Ypê, a liberação segue o plano apresentado pela empresa, que condiciona a retomada dos lotes à apresentação de laudos emitidos por laboratórios independentes e aprovados pela Anvisa.
A fabricante informou que também entregou laudos com resultados satisfatórios para produtos de maio e junho de 2025. Entretanto, esses lotes ainda dependem de liberação formal da agência.
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