O senador Flávio Bolsonaro (PL) atingiu 54,8% de probabilidade implícita de vitória na eleição presidencial no Polymarket, contra 42,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 12,3 pontos percentuais foi registrada na coleta de sexta-feira (18) do Aposta Legal, que acompanha as cotações da plataforma internacional.
Segundo o monitoramento, esse é o maior percentual de Flávio na série acompanhada pelo portal. O avanço ocorre depois de um período de quase quatro meses em que Lula permaneceu à frente nos registros diários.
Virada em setembro
Lula liderou os 120 registros entre 14 de maio e 10 de setembro. Na coleta de 11 de setembro, Flávio passou a aparecer com 52,45%, ante 45,50% do presidente. Desde esse ponto até o levantamento de sexta-feira, a distância entre os dois aumentou de 6,95 para 12,3 pontos.
Antes dessa recuperação, a última liderança do senador havia sido registrada em 13 de maio, quando tinha 43,05%, contra 38,50% de Lula. No dia seguinte, a cotação de Flávio caiu para 32,35%, enquanto a do presidente subiu para 41,50%.
A queda ocorreu após a divulgação de conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme dedicado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades e sustenta que os recursos se destinavam ao patrocínio de uma produção privada.
Cotação não é pesquisa
Os números do Polymarket refletem os preços de contratos negociados sobre o resultado da eleição. Diferentemente das pesquisas, que entrevistam uma amostra da população, esses mercados expressam as expectativas de seus participantes, que não constituem uma amostra representativa do eleitorado brasileiro.
“Não são percentuais de intenção de voto nem asseguram o resultado da eleição”, ressalta o Aposta Legal na divulgação do monitoramento. Portanto, os 54,8% não significam que Flávio tenha esse percentual de votos, nem permitem concluir que venceria a disputa no primeiro turno.
No Brasil, apostas sobre resultados eleitorais são proibidas. A regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral enquadra a exploração comercial dessa prática como ilícito eleitoral, que pode configurar abuso de poder econômico e captação ilícita de votos.











