O estacionamento rotativo pago de Goiânia deve ficar mais caro nos próximos meses. Decreto publicado no Diário Oficial do Município atualiza os valores da Área Azul e estabelece diretrizes para a implantação de um novo modelo de gestão dentro do Programa Nova Mobilidade.
As tarifas para veículos de quatro rodas passam de R$ 1,50 para R$ 2,15 na permanência de uma hora (aumento de 43,3%) e de R$ 2,50 para R$ 4,30 em duas horas, reajuste de 72%. Para caçambas, a cobrança diária será de R$ 40. A Prefeitura ainda não informou quando as novas tarifas começarão a valer.
O decreto também institui a Política de Estacionamento Integrado, que prevê a modernização do sistema e a possibilidade de operação direta pelo município ou por empresas privadas. Nesse caso, será aberto chamamento público para credenciamento de plataformas tecnológicas responsáveis pela venda dos créditos.
A comercialização poderá ocorrer simultaneamente por diferentes aplicativos, desde que respeitem o valor máximo definido pelo município e mantenham funcionamento contínuo, canais de atendimento e formas de pagamento diversas. A Prefeitura não esclareceu se a venda física de bilhetes será retomada.
Área Azul
Hoje, Goiânia conta com 1.979 vagas no Setor Campinas, 1.712 no Centro e 150 na Região da 44, parte delas destinadas a idosos e pessoas com mobilidade reduzida. O decreto prevê a criação de vagas especiais isentas de cobrança para esses públicos, além de espaços específicos para motocicletas, ciclomotores, triciclos e áreas de carga e descarga.
A permanência máxima de duas horas continua proibida de ser prorrogada. Quem ultrapassar o limite, não ativar o crédito da Área Azul ou ocupar irregularmente o espaço poderá ser penalizado. A infração rende multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
O texto ainda detalha que veículos utilizados em serviços específicos podem solicitar autorização especial à Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) com antecedência mínima de três dias úteis. Nesse caso, o tempo excedente será multiplicado pelo número de vagas ocupadas.
A Prefeitura também abre espaço para possíveis convênios com órgãos estaduais e metropolitanos de mobilidade, priorizando integração operacional e fiscalização eletrônica. Planejamento, controle e monitoramento do sistema continuam sob responsabilidade da SET.
Outro decreto publicado na mesma edição do DOM cria a Política de Mobilidade Urbana Digital, que regulamenta a atuação de empresas privadas na oferta de aplicativos para venda de créditos eletrônicos. O documento prevê credenciamento, regras de funcionamento e obrigações operacionais. O edital de chamamento, ainda sem data, deve estipular parâmetros de retorno ao investimento e limites tarifários.













