No dia 7 de outubro, por volta das 15h30, a psicóloga Júlia, de 26 anos, moradora do Setor Sul, saiu para passear com sua cadela Catarina, uma vira-lata de pequeno porte. Durante o passeio, ao avistar dois cães de grande porte — um vira-lata caramelo e um chow chow — soltos na praça do bairro, ela tentou se afastar, mas foi surpreendida. O chow chow atacou Catarina pelas costas na Rua Travessa Bezerra de Menezes, aos fundos da sede administrativa da Polícia Penal.
Segundo o relato de Júlia, a cadela sofreu mordidas profundas na parte traseira e no abdômen, além de ter o tecido epitelial arrancado durante o ataque. Ela contou que gritou por socorro até que o cão soltasse a cadela, que foi levada às pressas ao veterinário. Apesar dos cuidados e acompanhamento médico, Catarina não resistiu e morreu dois dias depois, no dia 9 de outubro.
Reincidência e denúncias
A psicóloga afirma que os mesmos cães são deixados soltos desde o ano anterior, e que há registros de mais de 40 ataques a outros animais, além de tentativas contra pessoas. Segundo ela, a tutora dos cães já havia se comprometido, em processo junto ao Ministério Público, a mantê-los presos, mas continuou permitindo que circulassem livremente pelo bairro.
Moradores do Setor Sul teriam realizado diversas denúncias e até reparos no portão da casa da tutora, além de custear a castração de um dos cães para evitar novas fugas. Após o ataque que matou Catarina, cartazes com canais de denúncia foram espalhados pelo bairro. Júlia afirma que registrou boletim de ocorrência no dia 8 de outubro e, em 14 de outubro, fez um adendo relatando o falecimento da cadela. Ela também diz que pretende ingressar com ação civil por danos morais, materiais e psicológicos.
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