Com o encerramento da janela partidária, o processo de definição do candidato a vice na chapa de Daniel Vilela ao governo de Goiás entra em fase mais objetiva, com a base governista concentrando as articulações em três nomes considerados hoje os mais viáveis para compor a majoritária. A tendência é de que o posto fique com o PSD, o que consolida a liderança de Luiz Carlos do Carmo, José Mário Schreiner e Adriano da Rocha Lima.
Em entrevista recente, o governador Daniel Vilela destacou que o critério que será utilizado será, justamente, o de densidade eleitoral. Ele entende que o vice deve agregar votos e ser um ativo para “ganhar a eleição”.
Luiz Carlos do Carmo aparece como favorito neste momento, respaldado por uma rede de apoios políticos e influência em segmentos estratégicos, especialmente no meio religioso, o que amplia sua capacidade de articulação e presença em diferentes regiões do estado. A leitura predominante entre aliados é de que seu nome reúne condições de agregar densidade eleitoral e fortalecer a composição da chapa.
José Mário Schreiner se mantém como opção competitiva, sustentado pela força do agronegócio e pela inserção consolidada no interior. Sua atuação junto a lideranças rurais tem sido apontada como um diferencial para ampliar a base de apoio de Daniel em regiões estratégicas do estado.
Adriano da Rocha Lima fecha o grupo dos mais cotados, impulsionado pela proximidade com o governador Ronaldo Caiado (PSD) e pela confiança política construída ao longo da gestão. Embora seja visto como um nome de perfil mais técnico, sua viabilidade está diretamente ligada à capacidade de contribuir para a expansão eleitoral da chapa.
Outros nomes seguem citados nas conversas, mas já fora do núcleo principal de decisões, à medida que a base governista busca consolidar uma escolha que equilibre articulação política, capilaridade e potencial de votos para a disputa estadual.
Gustavo Mendanha corre por fora
Embora não esteja entre os três mais cotados neste momento, Gustavo Mendanha migrou para o PRD em que concorreu ao Governo de Goiás em 2018 em uma tentativa para permanecer como um nome relevante na disputa para vice de Daniel Vilela. Nos bastidores, ele é tratado como uma opção competitiva, com densidade eleitoral própria e capacidade de agregar à chapa.
Ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Mendanha tem forte influência na região metropolitana, onde construiu sua base política. O ponto de atenção, no entanto, é justamente esse: aliados avaliam que Daniel Vilela já possui apoio consolidado nesse eixo, o que reduziria o ganho estratégico de uma eventual escolha.
Apesar disso, seu nome não é descartado, com avaliações de que ele poderia aparecer entre os mais bem posicionados em pesquisas eleitorais, o que mantém seu pleito vivo e dependente da dinâmica final das negociações políticas.















