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Caiado admite deixar o União Brasil e diz que conversa com três siglas para viabilizar candidatura à Presidência

Caiado reconheceu que a discussão sobre uma eventual saída do União Brasil vem ocorrendo desde o fim do ano, mas chegou ao limite


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 27/01/2026 - 16:16

Caiado procedimento clínico Caiado internado
Caiado disse que decisão de deixar o União Brasil é irreversível

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), admitiu nesta terça-feira ( 27) a intenção de deixar o União Brasil para tentar viabilizar a candidatura à Presidência da República por outra sigla. Em entrevista à rádio Nova Brasil, o governdaor de Goiás disse que comunicou a direção do União sobre a intenção de deixar o partido e que negocia filiação a outras siglas para a disputa pela Presidência da República. Segundo ele, a decisão foi informada à cúpula da legenda e passou a ser tratada como irreversível. Ele não revelou, contudo, com quais partidos está negociando.

Na entrevista, Caiado disse que comunicou a decisão ao presidente do partido, Antônio Rueda, e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, com quem esteve recentemente durante a cerimônia de lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim. “Eu já informei o presidente do partido, o Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo, irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, afirmou.

Caiado reconheceu que a discussão sobre uma eventual saída do União Brasil vem ocorrendo desde o fim do ano, mas chegou ao limite. “Essa é uma realidade que vem sendo discutida desde o período do Natal e do ano novo, e chegou o momento em que não se pode esperar mais”, disse.

Sem revelar as siglas, Caiado afirmou ainda que mantém conversas com outras legendas e sinalizou que a definição deve ocorrer em breve. “Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias.”

Caiado defendeu a pulverização de candidaturas no campo da direita como estratégia para enfrentar o PT. Para ele, a concentração em um único nome favorece o governo. “Com o PT no poder, é um processo duro, que não tem limite e tenta ganhar a eleição a qualquer custo. Se houver apenas um candidato, ele terá dificuldade de chegar até outubro”, disse.

Na avaliação do governador, não há garantias de que um nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha vantagem automática na disputa. Embora reconheça o prestígio político do ex-chefe do Executivo federal, Caiado afirmou que o apoio não se traduz integralmente em votos. “Uma coisa é ele ser candidato, outra é indicar alguém. Não existe transferência total”, disse, acrescentando que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.

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