O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o governador Daniel Vilela (MDB) articulam uma federação entre seus partidos e levaram a proposta às direções nacionais. Nesta quinta-feira (22), durante a Festa do Pequi, na Ceasa, em Goiânia, os dois demonstraram otimismo com as negociações. Caiado confirmou que conversou com Gilberto Kassab, presidente do PSD, enquanto Daniel trabalha pela adesão dos emedebistas, em interlocução com Baleia Rossi.
“Se nós fizermos da parte minha e do Daniel, está mais do que fechado”, afirmou Caiado. O ex-governador reconheceu, porém, que o entendimento em Goiás depende de negociações com lideranças de outros estados para se transformar em acordo nacional.
“Da nossa parte vai avançar”, disse Daniel ao jornalista Domingos Ketelbey. No mesmo evento, o presidente do MDB em Goiás, Haroldo Naves, afirmou que as conversas avançaram e que a proposta partiu do diretório goiano antes de chegar à direção nacional. “Vejo com bons olhos”, declarou.
A proposta busca dar alcance nacional à parceria que os dois mantêm em Goiás. Depois da reeleição de Daniel e da derrota de Caiado na disputa presidencial, ambos passaram a apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A convergência local, entretanto, não se repete em todas as estruturas do MDB e do PSD, que permitiram posicionamentos distintos de suas lideranças na eleição presidencial.
Uma federação exigiria conciliar candidaturas, alianças regionais e atuação parlamentar em todo o país por pelo menos quatro anos. O compromisso alcançaria, portanto, as próximas eleições municipais, quando diretórios que hoje disputam prefeituras em lados opostos teriam de construir decisões conjuntas.
As conversas retomam uma tentativa anterior. Em 2025, Baleia e Kassab chegaram a discutir a união, mas a proposta não avançou. Persistem resistências nas cúpulas partidárias, especialmente pelo risco de conflitos entre grupos regionais. Até agora, as direções nacionais não anunciaram um acordo.












