O governador Ronaldo Caiado (UB) elogiou, nesta terça-feira (28), a megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, que resultou na prisão de 81 criminosos, na apreensão de 93 fuzis e na morte de ao menos 66 suspeitos nos complexos do Alemão e da Penha, conforme balanço divulgado pela Agência Brasil.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado exaltou a coragem das forças de segurança fluminenses e criticou a ausência de apoio do governo federal à ação.
“Quero levar aqui o meu reconhecimento e dizer que trouxe a mim também um sentimento de muito orgulho ao ver as tropas de segurança do estado do Rio, policiais civis e militares que, mesmo sem a proteção e a participação do governo federal, foram de peito aberto. Se Deus quiser, serão lembrados como heróis neste momento em que o Brasil vai avançar e devolver a liberdade às pessoas”, afirmou o governador.
Operação Contenção
Batizada de Operação Contenção, a ação foi deflagrada na noite de segunda-feira (28) e mobilizou 2,5 mil agentes. O objetivo, segundo o governo do Rio, foi cumprir mandados de prisão e conter a expansão do Comando Vermelho, facção que atua nas regiões do Alemão e da Penha.
Durante a operação, quatro policiais (dois civis e dois do Bope) foram mortos, e um dos líderes da facção, conhecido como Belão, foi preso. Também foram apreendidos granadas, pistolas e mais de 500 quilos de drogas.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio informou que 30 presos monitorados por tornozeleiras eletrônicas violaram o sistema durante os confrontos e terão novos mandados de prisão expedidos.
Repercussão nacional
O governador do Rio, Cláudio Castro, anunciou pedido de transferência de dez chefes de facção para presídios federais de segurança máxima. Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que o governo federal não foi acionado oficialmente para participar da operação.
A manifestação de Caiado reforça sua defesa de que os estados devem ter autonomia e respaldo institucional para enfrentar o crime organizado. Médico e ex-delegado, o governador goiano costuma usar a pauta da segurança pública como uma de suas bandeiras políticas nacionais.















