O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) negou nesta quinta-feira (22) que esteja negociando ministérios em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Durante a Festa do Pequi, na Ceasa, em Goiânia, afirmou que o candidato deve priorizar, na composição da equipe, os aliados que estiveram ao seu lado desde o início da disputa presidencial.
“Não sou de fazer política voltada à tese de oportunismo, sou da tese da coerência. Não existe nenhuma fala, nenhuma conversa nesse sentido. Zero”, declarou.
Caiado disputou a Presidência pelo PSD e aderiu à candidatura de Flávio depois de ficar fora do segundo turno. Ao defender preferência aos apoiadores de primeira hora, reconheceu a diferença entre quem participou da construção da candidatura do senador e os grupos que se incorporaram à campanha após a primeira votação.
“É coerente ele estar com quem o apoiou no primeiro turno”, afirmou o ex-governador.
O apoio de Caiado a Flávio foi formalizado em Goiás ao lado do governador Daniel Vilela (MDB). Desde então, os dois passaram a integrar a mobilização pela eleição do senador, que enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25).
Embora descarte conversas sobre ministérios, Caiado mantém articulações para reorganizar seu partido. No mesmo evento, confirmou que discutiu com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a possibilidade de uma federação com o MDB. Daniel conduz as conversas entre os emedebistas, em interlocução com Baleia Rossi.
“Se nós fizermos da parte minha e do Daniel, está mais do que fechado”, disse Caiado sobre a federação. A negociação, porém, depende de entendimento nacional e da conciliação de interesses nos estados onde as duas legendas integram grupos adversários.












