O casal de pastores Ângelo Mário Klaus Júnior e Suelen Amaral Klaus e outras quatro pessoas foram indiciados pelos crimes de sequestro, cárcere privado e tortura contra 73 pessoas internadas contra a vontade em duas clínicas clandestinas na zona rural de Anápolis que pertencem aos religiosos. A conclusão é do inquérito policial, que foi concluído.
A Polícia Civil apurou que dependentes químicos e pessoas com deficiência eram mantidas nesses locais em condições degradantes. Muitos deles foram encontrados feridos e desnutridos. Titular da Delegacia de Atendimento ao Idoso (Deai) de Anápolis, o delegado Manoel Vanderic Correa Filho concluiu, em seu relatório, que os internos eram mantidos em intenso sofrimento físico e psicológico, mediante violência e ameaças, “como forma de castigo e para evitar que fugissem ou contassem a familiares, mantendo o controle do local clandestino”.
As clínicas clandestinas foram fechadas nos dias 30 e 31 de agosto. Suelen foi presa no primeiro dia da operação, junto com Jhonathan Alexandre Silva Santos, Francisco Carlos Lira Júnior, Jonas da Silva Geraldo e Ruimar Márcio Silva Qualhato. O pastor fugiu e se entregou à polícia três dias depois.















