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Casos suspeitos de ebola em São Paulo e no Rio mobiliza autoridades; veja o que se sabe

Pacientes seguem monitorados após viagens a países africanos; exames apontaram meningite e malária, mas protocolos de segurança continuam em vigor


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 31/05/2026 - 15:53

Casos suspeitos de ebola em São Paulo e no Rio mobiliza autoridades; veja o que se sabe
(Foto: Reprodução)

A investigação de dois casos suspeitos de ebola no Brasil, em casos acompanhados em São Paulo e no Rio de Janeiro, mobilizou autoridades de saúde federais, estaduais e municipais neste fim de semana e gerou preocupação entre a população. Apesar do alerta, especialistas e órgãos de saúde reforçam que não há confirmação da doença no país e que o risco de transmissão em território brasileiro continua sendo considerado muito baixo.

Na capital paulista, um homem de 37 anos, imigrante da República Democrática do Congo, foi internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas após apresentar sintomas compatíveis com febres hemorrágicas virais. O paciente chegou à unidade em estado grave, com febre alta, diarreia, desorientação e rápida piora clínica, precisando ser intubado.

Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz detectaram a presença da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. Mesmo com esse diagnóstico, a investigação para ebola ainda não havia sido oficialmente encerrada até a última atualização das autoridades sanitárias, que aguardavam resultados complementares.

No Rio de Janeiro, um viajante belga que esteve recentemente em Uganda também passou a ser monitorado após apresentar sintomas como tosse, calafrios e diarreia. Um dos exames realizados apontou resultado positivo para malária. Ainda assim, por precaução, ele permanece isolado e sob observação no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, até que a possibilidade de infecção pelo vírus Ebola seja totalmente descartada.

Diante da situação, o Ministério da Saúde ativou o Plano Nacional de Contingência para Febres Hemorrágicas Virais, reforçando a vigilância epidemiológica e os protocolos de resposta rápida. O plano prevê isolamento dos pacientes suspeitos, rastreamento de contatos e monitoramento contínuo das pessoas que tiveram proximidade com os casos investigados.

As autoridades destacam que a transmissão do ebola ocorre apenas por contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e sintomáticas. Diferentemente de doenças respiratórias, o vírus não é transmitido pelo ar nem durante o período de incubação.

O alerta ocorre em meio ao avanço de um surto da cepa Bundibugyo do vírus Ebola na África, especialmente na República Democrática do Congo e em Uganda. Segundo dados divulgados por organismos internacionais de saúde, centenas de casos estão sob investigação e dezenas de mortes já foram registradas nos países afetados.

Mesmo assim, especialistas ressaltam que não há motivo para pânico. O Brasil possui protocolos específicos para identificação e manejo de casos suspeitos, além de centros de referência preparados para atuar em situações desse tipo. A ausência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e o histórico de inexistência de transmissão local da doença no continente são fatores que contribuem para manter baixo o risco de disseminação.

Enquanto os exames definitivos não são concluídos, as equipes de saúde seguem acompanhando os pacientes e monitorando possíveis contatos, mantendo as medidas de segurança previstas pelos protocolos internacionais de vigilância sanitária.

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