A Superintendência Regional Norte/Centro-Oeste, que abrange Goiás, registra um dos maiores tempos de espera do INSS no país: são 40 dias para a concessão de benefícios, atrás apenas do Nordeste, que chega a 56 dias. Os dados fazem parte do relatório mais recente do instituto, que aponta fila de 2,8 milhões de pedidos de benefícios, como aposentadoria, pensão e salário-maternidade.

No acumulado, a NCO registrou 85,7 mil concessões, mas não conseguiu reduzir significativamente o tempo de espera devido ao peso dos benefícios por incapacidade, da dependência de perícia médica e do represamento do BPC, fatores que têm forte impacto em Goiás.
A lentidão coincide com uma fila nacional que alcança 2,8 milhões de pedidos pendentes, entre aposentadorias, pensões e salário-maternidade. Apenas 920 mil deles estão sob governabilidade direta do INSS; outros 1,9 milhão dependem de etapas externas como envio de documentos, conclusão de biometria e recálculo automático de renda.
ISS cria Comitê
Diante do crescimento de 23% nos novos requerimentos, o governo federal instituiu um comitê estratégico para monitorar, avaliar e propor soluções para o represamento. O grupo atuará até 30 de junho de 2026 e terá foco tanto na fila controlada diretamente pela autarquia quanto no grande volume de processos travados por pendências externas.
Segundo o INSS, o comitê acompanhará os pontos críticos, sugerirá mudanças operacionais e buscará acelerar a liberação dos processos que hoje impedem a redução efetiva da fila. O presidente do órgão, Gilberto Waller, reconheceu que “apenas um terço da fila está sob governabilidade do INSS” e destacou o trabalho dos mutirões como parte importante para diminuir o acúmulo.
Apesar do crescimento da demanda, o instituto afirma que o tempo médio nacional de concessão caiu e está atualmente em 35 dias, resultado da combinação de digitalização e força-tarefa já em andamento.












