Skip to content

Cesta básica sobe em janeiro e pressiona orçamento das famílias em Goiânia

A capital goiana acompanhou a tendência nacional de alta, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços do tomate e do pão francês


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 10/02/2026 - 08:23

tomate comum
O tomate voltou a encarecer após meses de queda

O custo da cesta básica de alimentos aumentou na maioria das capitais brasileiras em janeiro de 2026, incluindo Goiânia. Levantamento divulgado nesta segunda-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, mostra que o valor do conjunto de produtos subiu em 24 das 27 capitais pesquisadas no período.

A capital goiana acompanhou a tendência nacional de alta, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços do tomate e do pão francês, dois itens que pesaram no orçamento das famílias. O tomate voltou a encarecer após meses de queda, reflexo da menor oferta de frutos de qualidade, enquanto o pão francês sofreu reajustes devido à elevação dos custos de energia elétrica e da farinha de trigo importada.

No cenário nacional, as maiores altas da cesta básica foram registradas em Manaus (4,44%), Palmas (3,37%) e Rio de Janeiro (3,22%). Apenas São Luís (MA), Teresina (PI) e Natal (RN) apresentaram pequenas reduções nos preços.

Apesar do aumento geral da cesta, alguns produtos tiveram queda em praticamente todo o país. O leite integral ficou mais barato nas 27 capitais, movimento atribuído aos altos estoques de derivados lácteos. Também recuaram os preços do óleo de soja, arroz, café em pó e açúcar, ajudando a conter um avanço ainda maior do custo total dos alimentos.

Salário mínimo já não cobre despesas básicas

Segundo o Dieese, em janeiro de 2026 o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.177,57 — o equivalente a 4,43 vezes o piso nacional atual, fixado em R$ 1.621.

Na média das capitais, o trabalhador que recebe salário mínimo comprometeu 46,08% da renda líquida apenas com a compra da cesta básica. O tempo médio necessário de trabalho para adquirir os alimentos foi de 93 horas e 47 minutos.

A pesquisa passou a abranger todas as 27 capitais brasileiras após parceria entre Conab e Dieese, ampliando o monitoramento do custo dos alimentos e fortalecendo as políticas de segurança alimentar.

Os dados completos, com os valores praticados em cada capital, incluindo Goiânia, estão disponíveis nos sites da Conab e do Dieese.

Leia também:

Goiás tem metade dos municípios com alerta para tempestades nesta terça-feira

Avatar

O Tribuna do Planalto, um portal comprometido com o jornalismo sério, ágil e confiável. Aqui, você encontra análises profundas, cobertura política de bastidores, atualizações em tempo real sobre saúde, educação, economia, cultura e tudo o que impacta sua vida. Com linguagem acessível e conteúdo verificado, a Tribuna entrega informação de qualidade, sem perder a agilidade que o seu dia exige.

Pesquisa