O deputado estadual Charles Bento (MDB) colocou seu nome à disposição para disputar a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás e afirmou ter tratado do assunto com o governador Daniel Vilela (MDB). De acordo com o parlamentar, Daniel defendeu que o próximo presidente seja da base governista, manifestou preferência por alguém do próprio partido e pediu que a discussão fique para mais adiante.
“Os 41 deputados têm o direito de pleitear a presidência da Casa. Estou no meu quarto mandato e me sinto preparado. Me dispus, coloquei meu nome à disposição, como outros também colocaram”, declarou à coluna Giro, do jornal O Popular.
O relato acrescenta Charles à articulação pelo comando da Alego, mas não representa um anúncio de apoio do governador à sua candidatura. Na resposta, o deputado descreveu uma orientação sobre o perfil do futuro presidente, sem indicar compromisso de Daniel com seu nome.
Base governista e preferência pelo MDB
Charles apresentou dois critérios na conversa com o governador: o pertencimento à base como condição e a filiação ao MDB como preferência.
“O Daniel disse que o presidente tem que ser da base. Como todo governador e presidente de partido, ele também gostaria que fosse alguém do MDB”, afirmou.
A distinção preserva espaço para postulantes de outras legendas aliadas, ao mesmo tempo que dá aos emedebistas um argumento na negociação. A preferência partidária relatada por Charles, porém, não equivale à definição de um candidato.
Quem está no radar
No MDB, Charles divide espaço com o primeiro vice-presidente da Alego, Issy Quinan, e os deputados Cairo Salim e Paulo Cezar Martins. Este último anunciou publicamente sua disposição de disputar o comando da Casa após ser reeleito para o sétimo mandato. A quantidade de interessados mostra que a preferência pelo partido, por si só, não resolve a escolha de um nome.
Fora da legenda do governador, aparecem entre os cotados os deputados Wilde Cambão e Virmondes Cruvinel, do União Brasil, Jamil Calife (PP) e Delegado Eduardo Prado (PL). Também participam das conversas o ex-prefeito de Rio Verde e deputado estadual eleito Paulo do Vale (PSD) e o ex-presidente da Alego Lissauer Vieira (PL), que retorna ao Legislativo em 2027. Nem todos, porém, formalizaram candidatura.
Lissauer e Paulo Cezar estão entre os que já manifestaram interesse publicamente. O vereador por Goiânia, Fabrício Rosa, que tomará posse a partir de janeiro como deputado estadual, também já disse à Tribuna do Planalto que gostaria que o PT encabeçasse uma candidatura. A disputa definirá o sucessor do presidente Bruno Peixoto (União Brasil), eleito deputado federal.
Governador pede adiamento
Apesar de receber a manifestação de interesse, Daniel pediu que a sucessão não seja aprofundada agora, segundo Charles. “Ele também pediu que esse assunto fique para mais adiante”, relatou.
O deputado não informou quando a discussão será retomada nem citou quais outros parlamentares apresentaram seus nomes ao governador. Por enquanto, sua movimentação é de se colocar na disputa e buscar espaço dentro de uma negociação que Daniel quer manter na base governista.










