Um choro ouvido durante o expediente levou o frentista Fabrício Carneiro a encontrar um menino sequestrado em um posto de combustíveis de Aparecida de Goiânia. O caso ocorreu em 2014, mas continua chamando atenção pela forma inesperada como o menino, então com apenas 4 anos, foi localizado.
Fabrício trabalhava normalmente quando percebeu o choro vindo de uma área do estabelecimento. Ao verificar o que estava acontecendo, encontrou o garoto sozinho, vestido de pijama e sem calçados. Naquele primeiro momento, os funcionários ainda não sabiam que estavam diante de uma criança procurada havia três dias.
Assustado, o menino dizia que estava esperando pela mãe. O estado emocional dificultava a obtenção de informações, pois ele não conseguia dizer o nome dos pais nem explicar como havia chegado ao local. Antes de entender a gravidade da situação, Fabrício precisou se aproximar e tentar acalmá-lo.
A criança foi levada para uma sala do posto, onde recebeu os primeiros cuidados dos trabalhadores. As câmeras de segurança do estabelecimento registraram a mobilização dos funcionários enquanto protegiam o garoto e tentavam descobrir sua identidade.
A confirmação veio algum tempo depois: o menino havia sido sequestrado três dias antes. Ele era filho do proprietário de uma loja de autopeças e havia sido abandonado no posto pelos criminosos. As circunstâncias exatas de como foi levado até o estabelecimento não foram detalhadas.
A família já tinha entregue R$ 200 mil aos sequestradores, mas continuava sem receber o menino de volta. Enquanto os parentes aguardavam notícias após o pagamento do resgate, o garoto acabou deixado sozinho em Aparecida de Goiânia. Sua localização dependeu da atenção do frentista ao ouvir o choro durante o trabalho.
As informações foram divulgadas pelo R7 em 14 de julho de 2014. Na época da publicação, a criança estava em segurança e era considerada em boas condições. O relato não apontava ferimentos nem informava a necessidade de atendimento médico em razão do período de desaparecimento.
A localização do garoto encerrou três dias de angústia para a família, mas não solucionou imediatamente o crime. Segundo as informações disponíveis naquele momento, a polícia ainda não possuía pistas sobre os sequestradores. Também não foram apresentados detalhes posteriores sobre prisões ou a identificação dos envolvidos.
O que parecia inicialmente ser apenas o encontro de uma criança perdida revelou uma ocorrência muito mais grave. Fabrício ouviu o choro, protegeu o menino e ajudou a esclarecer que aquele garoto de pijama e descalço era a vítima de um sequestro pelo qual a família já havia pago R$ 200 mil.











