A partir do dia 3 de agosto, as crianças brasileiras voltarão a receber duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida retoma o esquema de cinco aplicações contra a doença, considerado fundamental para garantir uma proteção mais duradoura contra a chamada paralisia infantil.
Com a mudança, o calendário vacinal passará a ter três doses iniciais, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos. Diferentemente do modelo anterior, todas as aplicações serão feitas por meio da vacina injetável, sem o uso da tradicional “gotinha”.
O Ministério da Saúde explica que a substituição da vacina oral ocorreu porque, embora seja segura, ela apresenta um risco extremamente raro de mutação do vírus atenuado, podendo provocar a doença. Por isso, o país adotou exclusivamente a vacina inativada, considerada mais segura e eficaz.
A retomada da segunda dose de reforço também ocorre em um momento de preocupação com a queda dos índices de vacinação infantil. Autoridades de saúde alertam que a redução na cobertura vacinal pode abrir espaço para a reintrodução de doenças que já estavam controladas no país, como a poliomielite.
O Brasil não registra casos de poliomielite há mais de três décadas, mas o Ministério da Saúde reforça que a manutenção dessa conquista depende diretamente da adesão da população às campanhas de vacinação e do cumprimento do calendário vacinal pelas famílias.
Pais e responsáveis que tenham dúvidas sobre o esquema de imunização ou que percebam atrasos na carteira de vacinação das crianças devem procurar a unidade de saúde mais próxima para receber orientações e, se necessário, atualizar as doses pendentes.
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