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Daniel deve vetar benefícios a servidores da Alego; Deputados falam em derrubar decisão

Projeto com impacto financeiro a partir de 2028 é tratado por deputados como matéria interna do Legislativo


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 10/04/2026 - 07:52

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Projeto da Alego prevê reestruturação da carreira de servidores efetivos, com progressões a partir de 2028 e impacto financeiro futuro (Foto: Divulgação)

A confirmação do veto do governador Daniel Vilela (MDB) ao projeto da Assembleia Legislativa que reestrutura o quadro de servidores efetivos da Casa deve provocar a derrubada da decisão pelo plenário, onde há ambiente político favorável à manutenção da proposta aprovada pelos deputados. A sinalização pública do presidente Bruno Peixoto (UB), ao reafirmar a prerrogativa do plenário, reforça a disposição da base parlamentar em reverter a decisão.

O projeto aprovado pela Assembleia trata da reestruturação do quadro de pessoal dos servidores efetivos e prevê, entre outros pontos, a criação de regras de progressão funcional com efeitos financeiros a partir de 2028. A proposta também trata de um pacote mais amplo articulado pela Mesa Diretora, que inclui medidas já sancionadas, como o aumento da gratificação por aperfeiçoamento para servidores com mestrado e doutorado, além de discussões sobre recomposição salarial.

A progressão prevista no texto estabelece critérios para evolução na carreira dos servidores, vinculando o avanço a requisitos como tempo de serviço e qualificação. Na prática, a medida reorganiza a estrutura interna da Casa e projeta impactos orçamentários futuros, o que motivou o veto do Executivo com base na vedação legal de criação de despesas para exercícios seguintes sem previsão adequada.

Apesar do argumento técnico, deputados defendem que a matéria trata de organização administrativa interna do Legislativo, o que reforçaria a prerrogativa da própria Assembleia de deliberar sobre o tema. Esse entendimento tem sido sustentado pela presidência da Casa, que já sinalizou que a decisão final caberá ao plenário.

O presidente Bruno Peixoto (UB) tem adotado tom conciliador ao tratar do assunto, afirmando que mantém diálogo com o governador Daniel Vilela e que o veto será analisado dentro do rito regimental, com passagem pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) antes da votação.

Mesmo com a cautela institucional, a avaliação entre parlamentares é de que há ambiente político favorável para a derrubada do veto, que não teria resistência política por parte do Governo de Goiás.

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