A confirmação do veto do governador Daniel Vilela (MDB) ao projeto da Assembleia Legislativa que reestrutura o quadro de servidores efetivos da Casa deve provocar a derrubada da decisão pelo plenário, onde há ambiente político favorável à manutenção da proposta aprovada pelos deputados. A sinalização pública do presidente Bruno Peixoto (UB), ao reafirmar a prerrogativa do plenário, reforça a disposição da base parlamentar em reverter a decisão.
O projeto aprovado pela Assembleia trata da reestruturação do quadro de pessoal dos servidores efetivos e prevê, entre outros pontos, a criação de regras de progressão funcional com efeitos financeiros a partir de 2028. A proposta também trata de um pacote mais amplo articulado pela Mesa Diretora, que inclui medidas já sancionadas, como o aumento da gratificação por aperfeiçoamento para servidores com mestrado e doutorado, além de discussões sobre recomposição salarial.
A progressão prevista no texto estabelece critérios para evolução na carreira dos servidores, vinculando o avanço a requisitos como tempo de serviço e qualificação. Na prática, a medida reorganiza a estrutura interna da Casa e projeta impactos orçamentários futuros, o que motivou o veto do Executivo com base na vedação legal de criação de despesas para exercícios seguintes sem previsão adequada.
Apesar do argumento técnico, deputados defendem que a matéria trata de organização administrativa interna do Legislativo, o que reforçaria a prerrogativa da própria Assembleia de deliberar sobre o tema. Esse entendimento tem sido sustentado pela presidência da Casa, que já sinalizou que a decisão final caberá ao plenário.
O presidente Bruno Peixoto (UB) tem adotado tom conciliador ao tratar do assunto, afirmando que mantém diálogo com o governador Daniel Vilela e que o veto será analisado dentro do rito regimental, com passagem pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) antes da votação.
Mesmo com a cautela institucional, a avaliação entre parlamentares é de que há ambiente político favorável para a derrubada do veto, que não teria resistência política por parte do Governo de Goiás.
Leia mais:
Vice em aberto, jogo em andamento: os cenários e forças na mesa de Daniel Vilela em Goiás















