O governador Daniel Vilela (MDB) prometeu criar a Secretaria Estadual de Minas e Energia caso seja reeleito. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23), durante o congresso Goiás Mineral 2026, em Goiânia. Segundo ele, a pasta terá entre suas atribuições ampliar o diálogo com as mineradoras e coordenar políticas voltadas à exploração de terras raras.
“Sendo reeleito, irei criar a Secretaria de Minas e Energia”, afirmou. O compromisso foi apresentado a representantes dos setores público e privado reunidos no encontro promovido pelo Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde).
A proposta prevê reunir mineração, minerais estratégicos, biocombustíveis e fontes renováveis em uma mesma estrutura. O objetivo apresentado é concentrar políticas públicas e facilitar a articulação entre governo, empresas e instituições que atuam nessas atividades.
Processamento e desenvolvimento regional
Daniel defendeu que Goiás amplie sua participação no processamento das matérias-primas, além da extração. Na formulação apresentada pelo governador, o avanço industrial deve transformar a exploração mineral em geração de empregos e renda no estado.
O emedebista também vinculou a proposta ao desenvolvimento do Nordeste goiano. Afirmou que o governo trabalhará para que os investimentos associados às terras raras sejam acompanhados por melhorias nos municípios e na região.
A expansão da atividade, segundo Daniel, precisa respeitar as exigências ambientais. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, também mencionou obstáculos nessa área. “Temos vários desafios, alguns desafios inclusive na parte ambiental”, declarou durante o congresso.
Discussão também avança no plano federal
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos utilizados, entre outras aplicações, na fabricação de ímãs para motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Seu aproveitamento industrial exige etapas de extração, separação e transformação, não apenas a retirada do minério.
O anúncio em Goiás ocorre uma semana depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar, em 16 de setembro, a Política Nacional de Minerais Críticos, Estratégicos e Terras Raras. A legislação prevê um fundo garantidor e R$ 5 bilhões em créditos tributários, entre 2030 e 2034, para estimular o processamento desses materiais no Brasil.












