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Deputado Clécio Alves propõe CPI da “Máfia do Lixo” na retomada dos trabalhos da Alego

O deputado mencionou declarações do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, que teria afirmado publicamente a existência dessa máfia


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 05/08/2025 - 15:54

Os deputados estaduais de Goiás retomaram os trabalhos nesta terça-feira (5), após o recesso parlamentar, com a primeira sessão deliberativa ordinária da semana
Bruno Peixoto (UB), esclareceu que a criação da CPI depende do apoio formal de pelo menos 14 deputados

Os deputados estaduais de Goiás retomaram os trabalhos nesta terça-feira (5), após o recesso parlamentar, com a primeira sessão deliberativa ordinária da semana, e o destaque do dia ficou por conta da atuação do deputado Clécio Alves (Republicanos), que apresentou um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar uma denúncia feita pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, sobre a existência de uma “Máfia do Lixo” na capital.

Segundo o parlamentar, o prefeito afirma que a suposta organização estaria tentando inviabilizar o aterro sanitário municipal para forçar o envio dos resíduos a outro local — com custos que poderiam ultrapassar R$ 10 milhões por mês, segundo Clécio. O deputado mencionou declarações públicas do prefeito e cobrou que ele revele os nomes dos envolvidos. Em tom crítico, afirmou: “Ele tem o hábito de chamar os outros de bandido, e várias pessoas me dizem que ele fala que eu sou bandido. Bandido é quem tem a história que ele tem. Já participou das tramoias da Odebrecht, o biscoito da Odebrecht. Por que o senhor não fala que eu sou bandido na minha frente?”, provocou o deputado, em discurso direto no plenário.

O presidente da Assembleia, deputado Bruno Peixoto (UB), esclareceu que a criação da CPI depende do apoio formal de pelo menos 14 parlamentares.

30 projetos em pauta na volta dos trabalhos legislativos

Além da polêmica envolvendo a CPI do Lixo, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) também retomou as votações com uma pauta de 30 projetos de lei, abrangendo áreas como saúde, segurança, cultura, meio ambiente e turismo. Um dos principais destaques é o PL nº 22850/24, do deputado Coronel Adailton (Solidariedade), que institui a Campanha Estadual para Fomentar Visitas a Instituições de Longa Permanência para Idosos, incentivando a integração social de pessoas idosas em asilos e abrigos.

Outros projetos relevantes incluem o PL nº 1336/23, de Amauri Ribeiro (UB), que trata do controle populacional do javali-europeu, e o PL nº 26747/24, de Amilton Filho (MDB), que propõe a criação do Dia Estadual do Profissional de Logística. Há também propostas para a inclusão de festas tradicionais no calendário oficial de eventos do estado, como o Arraiá da Campina, em Campinorte, e a Fenashow, realizada em Pontalina.

Na lista de projetos em primeira votação, 17 matérias estão na pauta. Um dos destaques é o PL nº 19019/24, do deputado Wilde Cambão (PSD), que visa combater o golpe da “maquininha quebrada”, prática comum em fraudes contra consumidores. Na área da saúde, o PL nº 16467/24, de Virmondes Cruvinel (UB), propõe a ampliação do acesso à saúde bucal, enquanto o PL nº 16857/24, de Paulo Cezar (PL), trata do diagnóstico e tratamento de câncer em fetos.

Já na área da cultura e educação, o PL nº 2897/24, de Antônio Gomide (PT), institui o Prêmio Jovens Escritores, com o objetivo de incentivar a produção literária entre estudantes.

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