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Distribuidoras de bebidas propõem investir em segurança em troca de ampliação de horário

Distribuidoras defendem acordo com o poder público para ampliar horário e reforçar medidas de segurança


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/10/2025 - 07:45

distribuidoras bebidas Goiânia
Setor quer autorização para funcionar até 5h e promete câmeras e acesso direto às forças policiais (Foto: Divulgação)

As distribuidoras de bebidas de Goiânia articulam um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que permitirá estender o horário de funcionamento até as 5h da manhã no sistema de retirada no balcão (“compre e leve”). A proposta está sendo construída em conjunto com representantes da Câmara Municipal e prevê contrapartidas voltadas à segurança pública.

Segundo Adrielly Ferreira, presidente da Associação de Distribuidoras e Empórios de Bebidas do Estado de Goiás (Adebego), o documento incluirá o compromisso de instalar sistemas de monitoramento por vídeo e áudio 24 horas em todos os estabelecimentos associados. “O texto ainda está sendo redigido a várias mãos, com a participação da nossa assessoria jurídica e de representantes da Câmara Municipal de Goiânia”, explicou.

As câmeras deverão permitir acesso imediato das forças de segurança às imagens sempre que houver necessidade de apuração, sem exigência de formalização prévia do pedido. Também está prevista a instalação de QR Codes nas portas dos comércios, direcionando o cidadão a uma base de dados com informações do local.

A proposta foi debatida nesta quarta-feira (29) durante reunião na Câmara, no mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o projeto do vereador Tião Peixoto (PSDB). O texto amplia o horário de funcionamento das distribuidoras entre meia-noite e 5h, no formato de balcão.

Hoje, vigora a lei sancionada pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que autoriza apenas o serviço de delivery após a meia-noite, restringindo a venda presencial.

De acordo com estimativas da Adebego, as limitações atuais provocaram queda de 55% a 60% no faturamento do setor e redução de cerca de 30% nos empregos diretos. “São números que mostram que muitas famílias foram vítimas dessa tentativa de nos marginalizar e de nos culpar pela criminalidade”, afirmou Adrielly.

A entidade representa cerca de 3,5 mil distribuidoras com CNPJ ativo na capital, número que, segundo ela, pode dobrar quando considerados os empreendedores informais. Parte desses empresários se reuniu no início de outubro para formalizar a criação da associação e reivindicar a revisão das regras de funcionamento.

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