A multinacional Unilever, responsável por marcas como Omo e Cif, denunciou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) uma possível contaminação em produtos da Ypê meses antes da suspensão anunciada nesta semana.
Segundo informações divulgadas pelo g1 e pela Folha de S.Paulo, a denúncia ocorreu em outubro de 2025 e envolvia lotes do detergente líquido Tixan Ypê Express, nas versões “Cuida das Roupas” e “Combate Mau Odor”.
De acordo com a reportagem, análises financiadas pela Unilever identificaram a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa/paraaeruginosa em quatro lotes dos produtos fabricados pela Química Amparo, dona da marca Ypê. A empresa afirmou que os itens apresentavam “risco biológico” e possível ameaça à saúde dos consumidores.
As amostras analisadas tinham validade até junho de 2027. Ainda segundo a denúncia, outras bactérias também teriam sido encontradas em parte dos lotes avaliados, incluindo micro-organismos como Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter baumannii.
A Anvisa confirmou nesta semana a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos da Ypê após uma inspeção realizada no fim de abril deste ano na fábrica da empresa, localizada em Amparo, interior de São Paulo.
Durante a fiscalização, realizada em conjunto com órgãos sanitários estaduais e municipais, foram apontadas 76 irregularidades relacionadas ao controle microbiológico e à qualidade dos produtos e embalagens.
Após a divulgação do caso, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, comercialização e uso de lotes dos produtos envolvidos até a conclusão das investigações.
Leia mais:
Anvisa adia votação sobre suspensão de produtos da Ypê para sexta-feira (15)













