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Em Goiânia, Flávio fala em mudar Constituição com maioria de direita no Congresso

Candidato recebe apoio de Caiado e Daniel Vilela, mira comando das Casas legislativas e defende endurecimento da política de segurança


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 06/10/2026 - 20:00

Flávio Bolsonaro em Goiânai (Foto: Divulgação)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6), em Goiânia, que pretende usar a maioria de direita eleita para o Congresso Nacional para promover mudanças na Constituição. Durante o ato de apoio à sua candidatura, o presidenciável também disse contar com força parlamentar para influenciar a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado.

“Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, declarou. Flávio não detalhou quais dispositivos pretende alterar.

O anúncio ocorreu no encontro que formalizou os apoios do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e do governador Daniel Vilela (MDB) à candidatura do PL no segundo turno. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também participou do ato.

A fala levou a disputa presidencial para o comando do Legislativo. Embora tenha defendido a eleição de aliados para dirigir as duas Casas, Flávio não citou nominalmente os atuais presidentes, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nem declarou oposição à recondução dos dois. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, foi mencionado por outros oradores como futuro presidente do Senado.

Mudanças exigem três quintos dos votos

A aprovação de uma proposta de emenda à Constituição depende de pelo menos 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos de votação em cada Casa. Portanto, a maioria necessária para aprovar alterações constitucionais é superior à maioria simples.

Flávio apresentou o resultado das urnas como condição favorável para avançar nessa agenda, mas não apresentou um conjunto de emendas durante o discurso. A declaração tratou de mudanças no texto constitucional, sem anúncio de convocação de uma Assembleia Constituinte.

Segurança aproxima Flávio de Caiado

No mesmo ato, o candidato defendeu redução da maioridade penal, castração química para pedófilos e estupradores e endurecimento das penas para chefes de organizações criminosas. Também prometeu criar 500 mil vagas em presídios e citou as experiências de Goiás e São Paulo como referências para um eventual governo.

Caiado entregou ao presidenciável uma agenda de compromissos e prometeu mobilizar sua base política. A aproximação incluiu manifestações de apoiadores em favor da participação do ex-governador em um eventual ministério, mas não houve anúncio de cargo.

Daniel também colocou seu grupo à disposição da campanha e prometeu trabalhar para ampliar a votação do candidato em Goiás. Flávio enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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