O Movimento pela Reforma Urbana de Goiás (MRU-GO), entidade que está à frente de um projeto de conversão de um prédio abandonado em moradia popular no Centro de Goiânia, é alvo de protesto por débitos inscritos em dívida ativa pela Prefeitura de Goiânia. O protesto não recai sobre o empreendimento habitacional em si, mas sobre a pessoa jurídica responsável pela proposta.
Os débitos constam em edital de intimação publicano pelo 2º Tabelionato de Protestos de Goiânia no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (9), com base em Certidões da Dívida Ativa do município. Ao todo, são ao menos 11 protocolos registrados em nome do MRU-GO.
A entidade responde pela condução social e institucional do projeto de retrofit de um prédio de 11 andares localizado na Avenida Goiás, no Centro da capital. O imóvel pertence à União e será adaptado para abrigar 52 famílias de baixa renda por meio do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.
Denominado Residencial Altino Alves Teixeira, o empreendimento foi viabilizado após cessão oficial do prédio ao MRU-GO em julho de 2024, com contrato de uso por até quatro anos, renovável. Avaliado em cerca de R$ 2,2 milhões, o edifício deverá receber investimentos estimados em R$ 10,9 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal.
No perfil da entidade em redes sociais, também há convocação de assembleia para deliberar sobre projeto habitacional em outra área da União, no município de Cristalina.
A reportagem procurou o Movimento pela Reforma Urbana de Goiás para esclarecer se os protestos por dívida ativa podem gerar alguma implicação jurídica ou administrativa nos projetos atualmente conduzidos pela entidade. Até o fechamento desta edição, não houve retorno. O espaço permanece aberto.













