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Goiânia integra grupo de capitais com queda no número de passageiros de ônibus

Levantamento da NTU aponta retração de 4% na demanda pelo transporte coletivo e avanço do uso de carros, motocicletas e aplicativos


Por Carlos Nathan Sampaio em 11/08/2026 - 09:53

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(Foto: Carlos Nathan Sampaio)

Goiânia está entre as capitais brasileiras que registraram, em conjunto, redução no número de passageiros transportados por ônibus em 2025. Os dados fazem parte do Anuário 2025-2026 da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), apresentado nesta terça-feira (11), durante um seminário do setor realizado em São Paulo.

O levantamento reúne informações de Goiânia, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Nessas cidades, cerca de 395 milhões de passageiros utilizaram o transporte público rodoviário entre janeiro e outubro de 2025. O resultado representa uma queda de aproximadamente 4% em comparação com os 404,3 milhões contabilizados no mesmo período de 2024.

Os números são apresentados de maneira conjunta, sem detalhar qual foi a redução específica registrada em Goiânia. Ainda assim, a inclusão da capital goiana no estudo demonstra que o sistema local está inserido em um cenário nacional de dificuldade para recuperar a demanda existente antes da pandemia.

Após quatro anos de crescimento, a retração interrompeu a recuperação do transporte coletivo. A quantidade de passageiros registrada em 2025 correspondeu a 77,5% do nível observado em 2019. O resultado também ficou distante dos 530,6 milhões de usuários contabilizados até outubro de 2018 nas capitais analisadas.

Segundo o anuário, a mudança pode estar relacionada ao novo perfil dos deslocamentos urbanos, marcado pela predominância de viagens feitas por automóveis, motocicletas e serviços de transporte por aplicativos. A NTU critica a falta de regulamentação dos aplicativos e a ausência de medidas para reduzir o uso do transporte individual.

A quilometragem percorrida pelos ônibus nas capitais pesquisadas também diminuiu, passando de 157 milhões de quilômetros em 2024 para 148,1 milhões em 2025. Para o presidente da NTU, Francisco Christovam, o setor precisa de um modelo permanente de financiamento para evitar o enfraquecimento dos sistemas coletivos.

Atualmente, 440 municípios brasileiros subsidiam o transporte público, ante 404 em 2024 e 175 antes da pandemia. Do total, 294 ajudam a custear parcialmente o serviço, enquanto 146 adotam tarifa zero para os passageiros. Segundo a entidade, a tarifa paga pelo usuário já não é suficiente como principal fonte de financiamento, especialmente diante da queda no número de passageiros pagantes e da necessidade de investimentos na qualidade e na renovação da frota.

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