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Esquema vacinal incompleto contra monkeypox preocupa em Goiás

Dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam que 54% das pessoas que integram o grupo elegível à vacina tomaram apenas a primeira dose do imunizante


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 23/02/2024 - 09:15

Receber segunda dose da vacina contra o vírus mpox é fundamental para garantir resposta imunológica necessária. Foto: Iron Braz
Receber segunda dose da vacina contra o vírus mpox é fundamental para garantir resposta imunológica necessária. Foto: Iron Braz

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), lançou um alerta sobre a importância de completar o esquema vacinal contra a monkeypox. Esta doença, causada pelo vírus mpox, tem sintomas semelhantes aos da varíola, mas com menor gravidade. Dos 2.549 goianos elegíveis para receber a vacina, 1.383 (54%) estão com o esquema vacinal incompleto, ou seja, não tomaram a segunda dose do imunizante.

A transmissão da monkeypox ocorre por meio do contato direto com secreções respiratórias, lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada, ou ainda, por meio de objetos contaminados.

Joice Dorneles, Gerente de Imunização da SES, explica que o esquema de vacinação contra a monkeypox é composto por duas doses, a serem aplicadas em um intervalo de quatro semanas (28 dias). A aplicação das duas doses é fundamental para garantir a resposta imunológica necessária. Ela orienta que as pessoas que ainda não completaram o esquema devem procurar a unidade onde tomaram a primeira dose.

O Ministério da Saúde (MS) disponibilizou doses suficientes ao Estado de Goiás para atender o público prioritário e encerrar os esquemas vacinais iniciados. Não há previsão de envio de mais doses para o início de novos esquemas. A vacinação contra a Monkeypox teve início em março do ano passado com o objetivo de assegurar a proteção às pessoas com maior risco de evolução para as formas graves da doença.

Integram o grupo elegível à vacinação indivíduos vivendo com HIV/aids (homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais), com idade igual ou superior a 18 anos, independente do status imunológico identificado pela contagem de linfócitos TCD4; e profissionais que trabalham diretamente com orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), na faixa etária de 18 a 49 anos; e, ainda, indivíduos que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, casos prováveis ou confirmados para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), mediante avaliação da vigilância local.

Os dados da SES-GO revelam que, de 2022 até fevereiro deste ano, foram confirmados 667 casos de monkeypox em Goiás. Outros 2.581 foram caracterizados como suspeitos pelo fato de as pessoas terem apresentado início súbito de lesão em mucosas ou erupção cutânea sugestiva de monkeypox.

Redação Tribuna do Planalto

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