Fabrício Rosa (PT) foi eleito deputado estadual por Goiás com 81.540 votos, equivalentes a 2,24% dos votos válidos. O resultado representa a maior votação já obtida por um candidato de esquerda na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
Com 100% das urnas apuradas, o petista terminou como o segundo deputado estadual mais votado do estado. Fabrício ficou atrás apenas de Carol do Amiltinho (MDB), que recebeu 109.002 votos. Na sequência apareceram Issy Quinan (MDB), com 73.433, Paulo do Vale (PSD), com 72.792, e Amauri Ribeiro (PL), com 69.556.
O desempenho também representa um crescimento expressivo em relação à eleição de 2022. Naquela disputa, Fabrício recebeu cerca de 20,4 mil votos e ficou como primeiro suplente do PT. Quatro anos depois, conquistou aproximadamente 61 mil votos a mais e praticamente quadruplicou sua votação.
Entre as duas eleições estaduais, Fabrício foi eleito vereador de Goiânia em 2024, quando recebeu 7.216 votos e se tornou a primeira pessoa LGBTQIA+ a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal da capital. Com a eleição para a Alego, ele deixará o Legislativo municipal para iniciar o mandato estadual em 1º de fevereiro de 2027.
Após a confirmação do resultado, o deputado eleito afirmou que não esperava uma votação tão expressiva e atribuiu o desempenho a uma atuação política voltada à inclusão e à fiscalização do poder público. “Vai ter LGBT na Alego, vai ter policial de esquerda”, declarou.
Natural de Goiânia e criado também em Anápolis, Fabrício Rosa é policial rodoviário federal e já integrou a Polícia Militar de Goiás. Ele é doutor em Direitos Humanos pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e fundador do Movimento Policiais Antifascismo.
O PT conquistou quatro das 41 cadeiras da próxima legislatura. Além de Fabrício, foram eleitos Antônio Gomide, com 51.747 votos; Kátia Maria, com 43.687; e Bia de Lima, com 42.980. A nova composição da Alego terá representantes de 16 partidos.








