A família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ampliou sua presença em cargos públicos nas eleições deste domingo (4). Mesmo preso e impedido de concorrer, Bolsonaro conseguiu eleger a atual mulher, dois filhos e um irmão para o Congresso Nacional, com representantes por Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.
Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal em sua primeira disputa por um cargo eletivo. A ex-primeira-dama recebeu cerca de 29% dos votos e terminou na primeira colocação. A segunda vaga ficou com Bia Kicis, também do PL. Michelle exercerá mandato de oito anos e terá o próprio irmão, Diego Torres, como primeiro suplente.
Outro filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL), conquistou uma cadeira no Senado por Santa Catarina. Após sete mandatos consecutivos como vereador do Rio de Janeiro, ele transferiu o domicílio eleitoral para o estado do Sul e recebeu aproximadamente 25% dos votos. A primeira vaga catarinense ficou com Caroline de Toni, igualmente filiada ao PL.
Jair Renan Bolsonaro, que utilizou “Jair Bolsonaro” como nome de urna, também foi eleito por Santa Catarina. Vereador de Balneário Camboriú desde 2025, ele obteve mais de 128 mil votos e assumirá uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027.
Em São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, foi eleito deputado federal com mais de 360 mil votos. O resultado encerrou uma sequência de tentativas frustradas de retorno à política. Renato havia exercido apenas um mandato de vereador em Praia Grande, entre 1997 e 2000.
Com os resultados, quatro integrantes da família terão mandatos remunerados com recursos públicos no Congresso:
- Michelle Bolsonaro — senadora pelo Distrito Federal
- Carlos Bolsonaro — senador por Santa Catarina
- Jair Renan Bolsonaro — deputado federal por Santa Catarina
- Renato Bolsonaro — deputado federal por São Paulo
Senadores e deputados recebem subsídios mensais e contam com estruturas de gabinete, assessores, verbas para o exercício do mandato e outras despesas custeadas pelo orçamento público.
A presença do grupo pode aumentar caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro. O senador terminou o primeiro turno na liderança e é o principal nome político da família na disputa nacional.
Nem todos os parentes conseguiram uma cadeira. Rogéria Bolsonaro, primeira mulher do ex-presidente e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, ficou na suplência na disputa para deputada federal pelo Rio de Janeiro. Eduardo Torres, irmão de Michelle, também não foi eleito deputado distrital e terminou como suplente.
Dos cinco filhos de Jair Bolsonaro, apenas Eduardo e Laura não participaram da eleição. Laura tem 15 anos, enquanto Eduardo está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado federal.






