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Flávio acusa integrantes da CNBB de ajudar PT; entidade reage

Senador não apresentou provas ao relacionar pessoas da Conferência à divulgação de boato sobre Nossa Senhora Aparecida


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 28/09/2026 - 09:57

Flávio acusa integrantes da CNBB de ajudar PT; entidade reage

A circulação de uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida abriu uma nova frente de tensão na campanha presidencial. De um lado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudarem o PT. Do outro, a entidade negou qualquer envolvimento e respondeu que “a mentira não se combate com outra mentira”.

O desentendimento envolve publicações que passaram a dizer que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil caso fosse eleito presidente. A informação é falsa e foi negada pelo candidato.

No domingo (27), Flávio afirmou que o conteúdo teria sido criado pelo PT e divulgado com a colaboração de pessoas de dentro da CNBB. O senador não apresentou provas da participação da entidade ou de seus integrantes na propagação das publicações.

A CNBB respondeu por meio de uma nota pública. No documento, declarou que não produziu, autorizou nem participou da elaboração ou da divulgação de informações falsas relacionadas às eleições.

A Conferência afirmou ainda que repudia o uso de desinformação, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado. Também negou ter ligação com estruturas partidárias ou com candidaturas.

Segundo a entidade, suas manifestações sobre o processo eleitoral são orientadas por valores públicos defendidos pela Igreja, como dignidade humana, democracia, liberdade de consciência e busca pelo bem comum.

A CNBB sustentou que atribuir à instituição a participação em uma rede de desinformação, sem a apresentação de fatos e provas, provoca um ataque injusto e não contribui para um ambiente eleitoral responsável. A nota foi encerrada com a defesa da verdade, do diálogo e da paz.

Projeto antigo alimentou o boato

A confusão foi alimentada por um projeto de lei apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli. A proposta pretendia mudar a legislação referente ao feriado de 12 de outubro, substituindo o título “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Flávio Bolsonaro não foi autor nem participou da apresentação do projeto. Na época, ele exercia mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, enquanto a proposta tramitava na Câmara dos Deputados. O texto acabou arquivado em 2008.

A informação falsa ganhou força nas redes sociais durante a reta final da campanha. O caso também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral. O ministro André Mendonça classificou como inverídica a associação entre Flávio Bolsonaro e a proposta antiga e determinou a remoção de publicações que apresentavam essa ligação como verdadeira.

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Redação Tribuna do Planalto

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