O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reconheceu neste domingo (18) que a saúde não teve os melhores resultados no governo de Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu no debate da Band, depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrar explicações sobre a condução do enfrentamento à Covid-19.
“Eu faço aqui esse mea culpa”, afirmou Flávio. O senador justificou o desempenho pela chegada de uma doença nova e pelas dificuldades para definir como enfrentá-la.
Lula havia citado o uso de medicamentos ineficazes, a falta de oxigênio em hospitais e as mais de 700 mil mortes registradas no país. O presidente também defendeu a atuação do Sistema Único de Saúde durante a crise.
Apesar de admitir falhas, Flávio preservou a defesa do pai. Disse que Bolsonaro deu o melhor de si e atribuiu ao governo anterior a compra das vacinas aplicadas no adversário. “Tem Bolsonaro dentro do Lula”, provocou.
Disputa pelo modelo de atendimento
A discussão sobre a pandemia se somou ao embate sobre o futuro do SUS. Flávio defendeu atendimento inspirado no Hospital Albert Einstein e citou o médico Claudio Lottenberg como nome para comandar o Ministério da Saúde.
Lula questionou se a proposta abriria caminho para privatizar a rede pública. A suspeita foi levantada pelo presidente durante o confronto, sem que o senador apresentasse a privatização como objetivo do projeto.
Entre as medidas apresentadas por Flávio estão a integração de informações dos pacientes por prontuário eletrônico, a ampliação da telemedicina e a articulação entre as redes pública e privada. Lula defendeu investimentos no SUS, expansão do Mais Médicos e acesso gratuito a medicamentos pela Farmácia Popular.











