A distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuiu na pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta sexta-feira (16). O candidato do PL aparece com 50,8% dos votos válidos, contra 49,2% do presidente. Os dois estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Na rodada divulgada na terça-feira (13), Flávio tinha 51,8% e Lula, 48,2%. Cada candidato oscilou um ponto, em direções opostas. Com isso, a diferença passou de 3,6 para 1,6 ponto na reta final da disputa pelo Planalto. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.
O movimento aproxima numericamente os adversários, mas não permite cravar uma virada ou uma tendência consolidada de crescimento. “A alteração é pequena e está dentro da margem de erro da pesquisa”, afirma o diretor técnico da Futura, José Orrico, no relatório.
Há também uma mudança metodológica relevante: nesta rodada, o instituto passou a usar a PNAD Contínua, do IBGE, como referência para ajustar a composição da amostra por escolaridade. Antes, utilizava dados do Tribunal Superior Eleitoral. A alteração exige cautela adicional na comparação entre os levantamentos.
Poucos indecisos
Nos votos totais, que incluem indecisos e eleitores que não escolhem nenhum dos candidatos, Flávio registra 49% e Lula, 47,5%. Outros 2,1% não sabem ou estão indecisos, enquanto 1,5% dizem que não votarão em nenhum dos dois, votarão em branco ou anularão.
Na pesquisa anterior, o senador tinha 50% e o presidente, 46,6%. Também nesse recorte, as oscilações estreitaram a distância, sem retirar a disputa do empate técnico.
Rejeição dos dois lados
O equilíbrio se repete na rejeição. Lula é apontado por 47,2% como o candidato em quem não votariam de jeito nenhum. Para Flávio, o índice é de 46,1%.
Outros 2,3% rejeitam ambos, enquanto 3,2% não rejeitam nenhum. A combinação de resistência elevada aos dois nomes e poucos indecisos aumenta o peso da mobilização dos eleitores nesta reta final. Convencer quem já declara preferência a comparecer às urnas pode ser tão decisivo quanto conquistar novos votos.
Como foi feita
A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone em todo o país. Segundo a ficha técnica, as entrevistas ocorreram nos dias 14 e 15 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-03764/2026.












