O deputado federal e senador eleito por Goiás Gustavo Gayer (PL) defendeu a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e afirmou que o aliado tomou a decisão correta ao buscar os Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (27), Gayer alegou que uma eventual prisão de Flávio seria usada para pressionar a direita na eleição para a presidência do Senado.
“Então a melhor coisa que o Flávio fez tanto para ele quanto para o Brasil nesse momento é não se tornar essa peça de barganha e ir para os Estados Unidos”, declarou. O parlamentar não apresentou provas de que existisse um plano para utilizar uma prisão do senador como instrumento de negociação política.
Gayer afirmou que recebeu informação de uma pessoa próxima à família de Flávio de que ele havia deixado o país acompanhado da esposa e das filhas. Também citou uma reportagem do Metrópoles segundo a qual o avião estaria em voo para os Estados Unidos.
A manifestação ocorreu após o encerramento do prazo para Flávio entregar à Polícia Federal seus passaportes comum e diplomático. O senador, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, havia sido intimado na segunda-feira (26) e estava proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Disputa pelo Senado
Na versão apresentada por Gayer, Moraes pretendia impedir a eleição de Rogério Marinho (PL-RN) ou de outro nome da direita para o comando do Senado. O deputado também associou a restrição imposta a Flávio à tentativa de barrar pedidos de impeachment contra o ministro. As acusações foram feitas sem apresentação de documentos ou outros elementos de comprovação.
“Se o Flávio Bolsonaro fosse preso, realmente ele conseguiria neutralizar a mobilização dessa maioria da direita no Senado”, afirmou. Gayer sustentou que, nos Estados Unidos, o aliado poderia continuar atuando politicamente e denunciando o que classificou como perseguição.
“Flávio então vai para os Estados Unidos e de lá ele vai poder continuar falando, ele vai poder continuar tendo liberdade para lutar pelo nosso país, o que não aconteceria se ele ficasse aqui”, disse.
“Disposto a sacrificar a minha liberdade”
Eleito para assumir uma cadeira no Senado em 2027, Gayer afirmou esperar medidas contra integrantes da oposição e disse que manterá sua posição. Relatou ter recebido mensagens de apoiadores pedindo que não negociasse seus compromissos políticos.
“Eu estou disposto a sacrificar a minha liberdade. O nosso país precisa que nós façamos isso, todos nós”, declarou.
Ao encerrar, Gayer voltou a apoiar a decisão atribuída a Flávio e apresentou a saída do país como uma forma de preservar a atuação política do aliado. “A melhor coisa que você fez, na minha opinião, foi realmente ter pensado não só na sua família, mas ao fazer isso você está a ajudar o Brasil”, afirmou.












