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Gilmar Mendes arquiva pedido de investigação contra Alfredo Gaspar por estupro de vulnerável

Ministro Gilmar Mendes arquiva pedido de investigação contra Alfredo Gaspar por suposto estupro de vulnerável após manifestação da PGR; deputado nega acusações e diz que a Justiça chegou


Fábio Prado Por Fábio Prado em 07/10/2026 - 16:40

Gilmar Mendes arquiva pedido de investigação contra Alfredo Gaspar por estupro de vulnerável
Gilmar Mendes arquiva pedido de investigação contra Alfredo Gaspar por estupro de vulnerável - Foto: Vittor Sales/Divulgação Campanha

Ministro do STF acolheu manifestação da PGR e concluiu que não há elementos suficientes para abrir inquérito. Decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República. Cabe recurso.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do pedido de investigação contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (6) e acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR concluiu que as diligências realizadas não encontraram indícios concretos que justificassem a abertura de uma investigação formal. Segundo o órgão, os elementos reunidos não permitiram confirmar a origem das comunicações nem identificar as pessoas diretamente envolvidas nos fatos narrados.

Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que não se verifica, no estado atual dos autos, base indiciária suficiente para a instauração do inquérito pretendido. O ministro destacou que as capturas de tela, arquivos de áudio, dados sobre endereço eletrônico e linha telefônica, além dos relatos obtidos em diligências preliminares, não foram suficientemente corroborados por elementos independentes.

Origem da acusação

O pedido de investigação foi feito pela Polícia Federal após uma notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Os parlamentares relataram que Gaspar teria engravidado uma adolescente de 13 anos em Alagoas. Segundo a representação, o deputado teria feito pagamentos e promovido sucessivas mudanças de residência da adolescente e da criança.

A acusação surgiu durante os trabalhos da CPMI do INSS, na qual Gaspar atuava como relator. Em uma discussão no plenário, Lindbergh chamou Gaspar de estuprador. O deputado reagiu e chamou o petista de bandido.

Versão do deputado

Gaspar negou as acusações desde o início. Ele afirmou que houve confusão com episódios relacionados a um primo e se colocou à disposição para prestar depoimentos e realizar exames.

Após a decisão desta terça-feira, Gaspar comentou o caso nas redes sociais. O deputado disse que a Justiça chegou e que enfrentou uma acusação vil e falsa. Ele afirmou que vai tomar todas as providências criminais cabíveis contra os parlamentares que o acusaram.

Gilmar Mendes ressaltou na decisão que a apuração poderá ser reaberta caso surjam novas provas. O arquivamento não impede que o caso volte a ser analisado se novos elementos forem apresentados.

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