O interesse pela compra de imóveis continua movimentando Goiânia. Entre janeiro e junho de 2026, foram comercializadas 7.219 unidades residenciais na capital e no mercado pesquisado da região, resultado que colocou Goiânia na quarta posição entre as capitais com o maior número de vendas no Brasil.
O crescimento foi de 42% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Para entender a força desse resultado, basta olhar para a média nacional: em todo o País, as vendas de imóveis residenciais cresceram 5,4% no mesmo período. Isso significa que o mercado goianiense avançou em um ritmo quase oito vezes maior.
Os números foram levantados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Brain Inteligência Estratégica e apresentados pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).
A quarta colocação mantém Goiânia entre os maiores mercados imobiliários do Brasil. Nos dois anos anteriores, a capital havia terminado na terceira posição. A permanência no grupo das primeiras colocadas mostra que o resultado não está ligado apenas a um mês de vendas mais fortes, mas a uma sequência de anos com grande volume de negócios.
Procura reduz número de imóveis disponíveis
As incorporadoras também colocaram mais imóveis no mercado. Durante o primeiro semestre, foram lançadas 6.500 unidades residenciais, alta de 35% em relação ao mesmo período de 2025.
Mesmo com esse aumento, as vendas ficaram acima dos lançamentos. Como consequência, o estoque geral de imóveis disponíveis nas construtoras caiu 6% na comparação com o final do ano passado. Em outras palavras, entraram novos apartamentos no mercado, mas os compradores adquiriram unidades em um ritmo ainda mais rápido.
Quando entram na conta unidades comerciais, casas e outros tipos de empreendimentos, o total vendido chegou a 7.323 imóveis. O volume financeiro das negociações ficou em aproximadamente R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre.
O valor está próximo dos R$ 4,2 bilhões movimentados no mesmo período de 2025, quando o mercado alcançou o maior resultado da série histórica considerada pelo setor. A pequena diferença no valor financeiro contrasta com o forte crescimento da quantidade de imóveis vendidos.
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