O goiano Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, anunciou nesta quarta-feira (30) a desistência da candidatura à Presidência da República. Natural de Anápolis, ele havia assumido o lugar de Pablo Marçal na disputa após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar o registro do empresário.
A saída foi comunicada pelas redes sociais, quatro dias antes do primeiro turno. Avalanche atribuiu a decisão a motivos “técnicos, jurídicos e pessoais” e descartou a adesão a outra candidatura. “Não manifestarei apoio a nenhum dos candidatos, por entender que nenhum deles nos representa”, escreveu.
Avalanche foi inicialmente escolhido pelo partido para concorrer ao Palácio do Planalto. Em agosto, deixou a posição para integrar como vice a chapa encabeçada por Marçal.
A composição foi barrada pelo TSE em 11 de setembro. Por unanimidade, os ministros negaram o registro de Marçal por falta de comprovação de filiação ao PRTB dentro do prazo legal. Em abril, quando terminou o prazo para estar filiado à legenda pela qual disputaria a eleição, o empresário estava no União Brasil.
O tribunal também apontou que Marçal está inelegível até 2032, em razão de condenação relacionada à promoção de concursos de cortes de vídeos durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2024.
Em 15 de setembro, Avalanche anunciou que voltaria à cabeça da chapa. A desistência veio 15 dias depois.
Marçal declarou apoio a Flávio
A decisão de Avalanche de não apoiar nenhum concorrente difere da posição adotada por Marçal. Na terça-feira (29), o empresário declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
Flávio afirmou que Marçal colaboraria com a campanha nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social.
Ao encerrar o comunicado de desistência, Avalanche fez referência à próxima eleição municipal: “2028 é logo ali”.










