Goiás manteve a 8ª colocação no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria técnica com a Tendências Consultoria. O resultado coloca o Estado entre os oito mais competitivos do país e na segunda posição da região Centro-Oeste, atrás do Distrito Federal, que aparece em 6º lugar. Mato Grosso ocupa a 9ª posição e Mato Grosso do Sul, a 10ª.
O ranking avalia as 27 unidades da Federação a partir de 10 pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. A proposta é comparar o desempenho dos estados em indicadores econômicos e sociais e oferecer subsídios para políticas públicas e decisões de investimento.
No caso de Goiás, o desempenho mostra uma combinação de áreas de excelência com pontos que ainda pressionam a competitividade estadual.
Educação é um dos principais destaques de Goiás
Entre os resultados positivos está o desempenho de Goiás na avaliação da educação, indicador em que o Estado aparece na 1ª posição nacional. O resultado coloca a área educacional entre os principais ativos competitivos goianos.
O relatório também mostra que Goiás possui bons resultados em outros indicadores relacionados à gestão pública, segurança e mercado. Na oferta de serviços públicos digitais, por exemplo, o Estado aparece na 2ª posição. No volume de crédito, Goiás também alcança a 1ª colocação.
A segurança pública também apresenta resultados relevantes. O Estado aparece em posições de destaque nos indicadores de segurança patrimonial e em aspectos relacionados à atuação do sistema de Justiça criminal.
Infraestrutura é principal ponto de atenção
O principal alerta do ranking para Goiás está na infraestrutura. O Estado ocupa a 23ª posição nesse pilar e registrou o segundo maior recuo entre as unidades da Federação, com perda de 10 posições em relação à edição anterior.
De acordo com o relatório, a queda foi puxada principalmente pelos indicadores de custo da energia elétrica, que recuou oito posições, qualidade da energia elétrica, com queda de três posições, e custo dos combustíveis, que perdeu duas colocações.
O desempenho chama atenção porque infraestrutura é um dos pilares de maior peso no ranking, representando 11,3% da nota final. Entre os indicadores avaliados estão rodovias, energia elétrica, telecomunicações, saneamento, combustíveis, transporte aéreo e acesso à energia.
Goiás tem força no mercado e no crédito
Outro ponto favorável está no potencial de mercado. O relatório aponta o volume de crédito como um dos principais indicadores positivos para Goiás, com o Estado ocupando a primeira posição nacional nesse quesito.
O desempenho, porém, não é uniforme. O comprometimento de renda aparece como um dos indicadores mais fracos, com Goiás na 24ª colocação. Isso mostra que, embora o Estado tenha uma posição favorável na oferta de crédito, há desafios relacionados à capacidade de comprometimento financeiro das famílias.
Máquina pública tem resultados positivos e negativos
A eficiência da máquina pública também apresenta uma combinação de bons e maus resultados.
Goiás se destaca na oferta de serviços públicos digitais, na qual ocupa a segunda colocação nacional. Por outro lado, aparece em posição desfavorável no equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual, indicador em que ocupa a 20ª colocação.
Na parte fiscal, a Regra de Ouro é outro destaque positivo, com Goiás na 4ª posição. O resultado primário, entretanto, aparece entre os pontos negativos, com o Estado na 26ª colocação.
Sustentabilidade social tem desempenho intermediário
No pilar de Sustentabilidade Social, Goiás ocupa a 11ª posição. O Estado apresenta desempenho favorável no indicador de famílias abaixo da linha da pobreza, no qual aparece na 5ª colocação.
Por outro lado, a mortalidade materna é apontada como um dos principais pontos de atenção, com Goiás na 26ª posição. O indicador de acesso ao saneamento básico por esgoto também mostra espaço para avanço, com o Estado na 26ª colocação.
O pilar de sustentabilidade social reúne indicadores de saúde, pobreza, moradia, saneamento, desigualdade e trabalho, buscando medir a capacidade dos governos estaduais de reduzir vulnerabilidades sociais.
Estado tem economia diversificada
O relatório também apresenta um retrato econômico de Goiás. Com dados de 2023, o Estado registrou PIB de R$ 336,75 bilhões e PIB per capita de R$ 46.292. A agropecuária respondeu por 16,8% da composição econômica, a indústria por 22,1% e os serviços por 61,1%.
O perfil mostra o peso dos serviços na economia estadual, ao mesmo tempo em que evidencia a importância da agropecuária e da indústria para a atividade econômica de Goiás.
Goiás está entre os líderes do Centro-Oeste
No recorte regional, o resultado mantém Goiás entre os principais estados do Centro-Oeste. O Distrito Federal ocupa a 6ª posição nacional, Goiás aparece em 8º, Mato Grosso em 9º e Mato Grosso do Sul em 10º.
A posição de Goiás no ranking nacional, portanto, combina bons resultados em educação, crédito, serviços públicos digitais e alguns indicadores de segurança com gargalos importantes em infraestrutura, sustentabilidade social, equilíbrio fiscal e inovação.
O ranking reforça que a competitividade estadual não depende de um único indicador, mas do desempenho conjunto em diferentes áreas. Na edição de 2026, o estudo manteve os mesmos 10 pilares e a mesma ordem de pesos da edição anterior, permitindo a comparação entre os estados.
Segurança pública coloca Goiás entre os dez melhores do país
Outro destaque do desempenho de Goiás está na Segurança Pública. O Estado aparece na 10ª posição entre as 27 unidades da Federação, com nota 43,4 no pilar, que é o de maior peso no Ranking de Competitividade dos Estados, respondendo por 11,3% da avaliação geral.
O desempenho, porém, apresenta contrastes. Goiás ocupa a 1ª colocação nacional no indicador de mortalidade no trânsito, um dos melhores resultados registrados no ranking. Por outro lado, aparece na 27ª posição em segurança patrimonial, indicando uma das principais fragilidades do Estado dentro desse eixo.
O pilar reúne indicadores como atuação do sistema de Justiça Criminal, presos sem condenação, déficit de vagas no sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade e morbidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, violência sexual e feminicídio. O relatório ressalta que os indicadores de maior peso são segurança pessoal, violência sexual, déficit de vagas, segurança patrimonial e mortes a esclarecer.
Assim, embora Goiás tenha uma posição competitiva no conjunto da Segurança Pública, o resultado mostra que ainda existem diferenças importantes entre os indicadores, com avanços expressivos em algumas áreas e desafios relevantes em outras.
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