Goiás está entre os 20 estados que participam da Operação Nacional Proteção Integral V, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (2). A ação ocorre simultaneamente nas 27 unidades da Federação e tem como alvo investigados por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Em Goiás, a operação conta com a participação da Polícia Civil, em uma atuação integrada com a Polícia Federal. A ofensiva busca identificar e responsabilizar pessoas envolvidas principalmente com produção, armazenamento, compartilhamento e comercialização de material de abuso sexual infantojuvenil.
Ao todo, policiais federais e civis cumprem mandados de busca e apreensão em todo o país. Durante a operação nacional, foram registradas 42 prisões em flagrante, cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, além da apreensão de três adolescentes e do resgate de duas vítimas de abuso.
O balanço divulgado pela Polícia Federal não detalha quantos mandados, prisões ou apreensões ocorreram especificamente em Goiás.
Operação mobiliza forças de segurança
A Proteção Integral V reúne policiais federais e civis de Goiás e de outros 19 estados, além do Distrito Federal. Também participam equipes de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
A operação dá continuidade a uma série de ações realizadas pela Polícia Federal nos últimos meses. As operações Proteção Integral I, II, III e IV foram deflagradas entre 2025 e 2026. Em março deste ano, a PF também realizou a Operação Nacional Guardião Digital.
Segundo a corporação, somente entre janeiro e agosto de 2026 foram cumpridos ao menos 980 mandados de prisão de foragidos da Justiça por crimes sexuais.
Combate ao abuso no ambiente digital
A Polícia Federal destaca que os crimes investigados também estão relacionados ao ambiente virtual, onde imagens e vídeos de abuso sexual infantojuvenil podem ser produzidos, armazenados e compartilhados.
A corporação orienta pais e responsáveis a acompanharem a utilização de celulares, computadores, redes sociais, jogos e aplicativos por crianças e adolescentes.
Entre os sinais que merecem atenção estão mudanças repentinas de comportamento, isolamento e o excesso de segredo sobre o uso de dispositivos eletrônicos.
A PF também reforça a importância de conversar com crianças e adolescentes sobre os riscos do ambiente virtual e orientá-los a procurar ajuda sempre que houver contato inadequado ou situação que provoque medo ou desconforto.
A operação recebeu o nome de Proteção Integral em referência ao princípio estabelecido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Constituição Federal, que determina prioridade absoluta na proteção de crianças e adolescentes.
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