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Goiás registra queda de 12,7% nas mortes violentas e acompanha redução da violência no Brasil

Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que estado teve uma das maiores reduções do país, enquanto feminicídios cresceram em nível nacional


Arthur Oliveira Por Arthur Oliveira em 23/07/2026 - 12:30

Mortes violentas Goiás
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Goiás está entre os estados brasileiros que mais reduziram os índices de mortes violentas intencionais em 2025. Dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), apontam que o estado registrou uma queda de 12,7% nesse tipo de crime em comparação com o ano anterior, desempenho superior à média nacional.

Em todo o país, o número de mortes violentas intencionais (MVI) caiu 8,2%, passando de uma taxa de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes. Trata-se do menor índice registrado desde 2012, quando a série histórica começou a ser monitorada. Em números absolutos, foram contabilizadas 40.775 mortes violentas em 2025, contra 44.127 em 2024.

O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes decorrentes de intervenção policial e mortes de policiais em serviço ou fora dele.

Entre os estados que apresentaram redução, Goiás aparece entre os destaques nacionais, ao lado de Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%) e Minas Gerais (-14,2%). Apenas sete unidades da federação registraram aumento nas mortes violentas em relação ao ano anterior.

O levantamento também mostra queda em diferentes modalidades de crimes letais no Brasil. Os homicídios dolosos diminuíram 10%, os casos de latrocínio caíram 17% e as lesões corporais seguidas de morte recuaram 15,2%.

Apesar da melhora nos indicadores gerais de violência, o Anuário aponta crescimento em crimes contra mulheres. Em 2025, o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio, média de 4,3 mulheres assassinadas por dia, um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

Além disso, as tentativas de feminicídio cresceram 5,9%, chegando a 4.189 registros. Segundo o estudo, para cada feminicídio consumado houve quase três tentativas.

O documento destaca ainda que as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas de feminicídios consumados e tentados do país, com 9,8 e 8 casos por 100 mil mulheres, respectivamente, indicando que a violência de gênero permanece como um dos principais desafios para a segurança pública brasileira.

Arthur Oliveira

Estagiário sob supervisão de Andréia Bahia

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