Felipe Gabriel Jardim Gonçalves, acusado de matar o sogro em uma farmácia do Setor Bueno, em junho de 2022, mudou a versão sobre o crime. Durante o início do processo, a defesa disse que o jovem entrou em surto por causa de um boletim de ocorrência registrado pelo idoso horas antes do crime. No entanto, durante uma audiência de instrução, ele alegou que teria sido ameaçado pela ex-namorada, Kênia Yanka Leão, e pelo pai dela, João do Rosário Leão.
“No momento que eu estava no celular com a Kenya, ela ameaçou que ia mandar matar eu e minha mãe. Que é o momento que eu entro na farmácia, ‘viro a chave’ e saio daquela forma”, alegou. “Na verdade [entrei na farmácia] não sei se era para matar ou o que para acontecer. Eu não tinha intuito de nada. Só entrei por impulso”, defendeu.
Segundo a defesa do acusado, essa não seria a primeira vez em que essa versão foi apresentada e que isso foi “alegado em todas as defesas dele, seja o juizado da mulher ou na defesa prévia de vara de crimes dolosos contra a vida”.
“Primeiramente foi solicitado um exame de insanidade mental, a psicóloga que assinou o laudo acha que Felipe é inimputável, o psiquiatra preferiu alegar que ele é plenamente capaz. Contestamos isso com um novo laudo particular e não mudamos versão para o ocorrido. Todas essas informações estão no processo desde o começo”, escreveu o advogado Júlio de Brito.















