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Inclusão de câmeras de videomonitoramento na Cosip muda base de cálculo do tributo em Goiânia

Líder do prefeito, Welligton Bessa, afirma que não haverá aumento de custo porque novas luminárias devem diminuir gasto com energia elétrica nos espaços públicos


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 30/12/2025 - 08:48

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Taxa para iluminação pública agora vai custear, também, câmeras de videomonitoramento (Foto: Divulgação)

A ampliação do escopo da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip), aprovada pela Câmara Municipal de Goiânia, alerta para o impacto direto da medida na base de cálculo do tributo e, consequentemente, no bolso do contribuinte. Vereadores de oposição e independentes alertam que a inclusão do videomonitoramento como nova finalidade a ser custeada pelo tributo tende a pressionar a arrecadação municipal.

A nova lei autoriza que os recursos da Cosip, antes restritos à instalação, manutenção e expansão da iluminação pública, também sejam usados na implantação e operação de sistemas de segurança por videomonitoramento. Além disso, o texto altera a base de cálculo da contribuição, o que, na avaliação de parlamentares críticos, pode abrir caminho para reajustes futuros.

A vereadora Kátia Maria (PT) argumenta que a mudança descaracteriza a natureza original da contribuição. Para ela, ao ampliar a finalidade do tributo, o município cria condições para ampliar a arrecadação sem o devido debate sobre os impactos sociais e econômicos da medida, especialmente para famílias de menor renda.

Já o vereador Major Victor Hugo (PL), que integra o grupo de parlamentares independentes, afirmou que a lógica do projeto é clara do ponto de vista fiscal. Segundo ele, ao incorporar um novo serviço ao escopo da Cosip, o custo global aumenta. “Se você passa a financiar dois serviços (iluminação pública e videomonitoramento) é natural que a cobrança seja maior para cobrir essas despesas”, declarou em entrevista à imprensa.

A Prefeitura de Goiânia afirma que não haverá alteração significativa nas contas dos contribuintes porque as novas luminárias de LED tendem a consumir menos energia elétrica. O argumento também foi utilizado pelo líder do governo, vereador Weeligton Bessa, para orientar voto favorável da base.

A matéria passou com 9 votos contrários, sendo dois vereadores do PT, Fabrício Rosa e Kátia Maria; William Veloso, Coronel Urzêda, Oseias Varão e Major Victor Hugo, da bancada do PL; além de Sanches da Federal (PP) e Lucas Vergílio e Igor Franco, ambos do MDB. Aava Santiago (PSDB) não votou remotamente e declarou voto contrário à matéria após a aprovação da matéria.

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