Após mais de um ano de espera e disputas judiciais, a Justiça Federal autorizou a liberação de R$ 156 mil para custear o tratamento domiciliar da Thaís Medeiros de Oliveira, de 27 anos, jovem que se encontra em estado neurológico grave desde março de 2023, quando inalou acidentalmente pimenta em conserva e sofreu uma parada cardiorrespiratória.
O valor foi transferido na quinta-feira, 21, à empresa CaptaMed Cuidados Continuados, responsável pelo atendimento em home care. A quantia havia sido bloqueada judicialmente no processo nº 1054482-80.2023.4.01.3500, que tramita na 2ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Goiás, mas a liberação foi adiada por questões burocráticas.
Thaís trabalhava como trancista e teve uma grave reação alérgica ao inalar a pimenta. Ela chegou ao hospital sem sinais vitais, foi reanimada, mas sofreu lesões neurológicas irreversíveis, sendo diagnosticada com encefalopatia hipóxico-isquêmica grave. Desde então, depende integralmente de cuidados contínuos.
O tratamento domiciliar especializado vinha sendo realizado com sucesso, com poucas reinternações ao longo de 2024 – apenas três, segundo a família. No entanto, o atendimento foi interrompido devido à falta de recursos. Com a nova decisão judicial, a CaptaMed poderá retomar o serviço essencial para a estabilidade clínica da jovem.
A mãe de Thaís, Adriana Medeiros, ressalta a importância do atendimento em home care: “O home care não é um luxo, é o que mantém minha filha viva com dignidade”, afirma.
A família continua promovendo campanhas nas redes sociais para arrecadar fundos complementares e agradece o apoio da sociedade até que a Justiça garantisse o direito ao tratamento.














