O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira (28) que a legenda não pretende usar a candidatura presidencial, prevista para ser anunciada em abril, como instrumento de ataque ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Atualmente, o partido ocupa ao menos três ministérios na gestão federal.
A declaração foi dada à Folha de S.Paulo, um dia após o governador Ronaldo Caiado se filiar ao PSD.
Segundo Kassab, o PSD pretende apresentar um nome competitivo ao Palácio do Planalto a partir de uma articulação que reúne três governadores da legenda: Ronaldo Caiado, Eduardo Leite e Ratinho Jr. A definição do presidenciável dependerá de pesquisas e de outros fatores políticos.
Questionado sobre o tom da campanha, Kassab afirmou que a prioridade será a apresentação de propostas, e não uma postura exclusivamente de oposição ao governo federal.
“Acho que o mais importante é ter um projeto para o Brasil. Num primeiro momento, não há candidatura contra, é a favor do Brasil. Uma candidatura moderada. Não tem sentido não haver críticas, senão é melhor apoiar o governo. É evidente que há críticas e divergências. Mas o foco é mostrar que há um partido bem estruturado”, declarou.
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