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Lula abre 12 pontos sobre Flávio e amplia vantagem na corrida presidencial, aponta Genial/Quaest

Recuperação da aprovação, maior consolidação do voto e desgaste do senador ajudam a explicar distância


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 15/07/2026 - 09:31

Lula pesquisa
Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 40% das intenções de voto e abre 12 pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 28%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15/7). O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%, o influenciador e presidente do Missão, Renan Santos, aparece com 3%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) marca 2%.

A vantagem é resultado de movimentos que começaram antes desta rodada. Em maio, Lula tinha 39%, contra 33% de Flávio, diferença de seis pontos. Desde então, o presidente oscilou para 39% em junho e chegou aos atuais 40%. O senador, no sentido contrário, caiu para 29% e agora aparece com 28%. Em dois meses, a distância entre os dois dobrou.

O avanço também aparece na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos. Lula passou de 23% para 26%, enquanto Flávio recuou de 17% para 14%. O resultado indica que o nome do presidente está mais presente na memória do eleitor, embora 54% ainda não saibam em quem votar sem a apresentação das alternativas.

Aprovação melhora e voto de Lula se consolida

A pesquisa mostra uma melhora paralela na avaliação do governo. A aprovação do trabalho do presidente chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. Na rodada anterior, os números eram de 47% e 48%, respectivamente. A avaliação positiva também alcançou 36% e empatou com a negativa, que caiu dois pontos.

Lula também reúne um eleitorado mais consolidado. Entre aqueles que declaram voto no presidente, 77% afirmam que a escolha é definitiva e 23% admitem mudar. No grupo de Flávio, o índice de decisão consolidada é de 62%, enquanto 37% ainda consideram trocar de candidato.

Outro componente é a rejeição. Metade dos entrevistados diz conhecer Lula e não votar nele. No caso de Flávio, esse percentual chega a 57%. Ao mesmo tempo, 47% afirmam conhecer o presidente e considerar votar nele, contra 38% que dizem o mesmo sobre o senador.

Desgaste de Flávio

Flávio também enfrenta dificuldade para se apresentar como uma versão mais moderada do grupo familiar. Apenas 29% o consideram mais moderado que a família Bolsonaro, ante 38% em março. A parcela que rejeita essa avaliação subiu para 54%.

O conflito público com Michelle Bolsonaro acrescentou pressão sobre a candidatura. Quando questionados sobre o desentendimento entre os dois, 42% dos entrevistados disseram concordar mais com Michelle, enquanto 18% ficaram ao lado de Flávio. Outros 22% não concordam com nenhum deles.

Para 47%, a participação direta de Michelle na campanha não aumentaria as chances de vitória do senador. Outros 38% avaliam que a presença da ex-primeira-dama poderia ajudá-lo. A pesquisa foi realizada após a exposição pública das divergências dentro da família, num momento em que Flávio tenta ampliar sua candidatura para além do eleitorado diretamente ligado ao pai. A rodada foi a primeira do instituto depois de uma sequência de fatos políticos envolvendo os dois principais campos da disputa.

Economia continua como freio

A vantagem de Lula, no entanto, não significa que o eleitor esteja satisfeito com a situação econômica. Para 43%, a economia piorou no último ano. Outros 68% dizem que conseguem comprar menos do que há 12 meses, 66% perceberam aumento dos preços dos alimentos e 55% avaliam que ficou mais difícil conseguir emprego.

Os números sugerem que a dianteira do presidente é explicada tanto pela recuperação gradual do governo quanto pelas dificuldades do principal adversário. O limite dessa recuperação aparece em outra resposta: 51% consideram que Lula não merece mais quatro anos no cargo, enquanto 45% defendem sua continuidade. Ainda assim, quando a escolha é colocada em termos de risco, 46% dizem temer mais a volta da família Bolsonaro ao poder, contra 38% que apontam medo de uma nova gestão Lula.

Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula venceria Flávio por 45% a 37%. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-07181/2026.

Redação Tribuna do Planalto

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