O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) levaram ao primeiro confronto direto da campanha acusações sobre corrupção e familiares, neste domingo (18), na Band. A uma semana do segundo turno, os candidatos dividiram o tempo entre cobranças sobre investigações, ataques à trajetória do adversário e propostas para saúde, segurança e economia.
Flávio questionou as relações de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com a empresária Roberta Luchsinger e cobrou explicações sobre a vida do filho do presidente na Espanha. Lula respondeu que os questionamentos cabem à Polícia Federal e afirmou que o filho prestará depoimento e não se esconderá.
O presidente também cobrou esclarecimentos sobre um pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio sustentou a legalidade dos recursos e rebateu com novas acusações contra o petista.
Pandemia e propostas para o SUS
Na discussão sobre saúde, Flávio reconheceu resultados insatisfatórios durante o governo do pai. Lula havia retomado críticas à condução da pandemia e lembrado as mais de 700 mil mortes por Covid-19 no Brasil. O senador atribuiu as dificuldades ao caráter inédito da emergência sanitária.
O candidato do PL defendeu um SUS inspirado no padrão de atendimento do Hospital Albert Einstein e citou Claudio Lottenberg para comandar o Ministério da Saúde. Lula questionou se o modelo representaria privatização e defendeu o fortalecimento da rede pública.
Segurança e custo de vida
Flávio prometeu ampliar as vagas em presídios e enquadrar facções e milícias como organizações narcoterroristas. Lula defendeu maior coordenação federal no combate ao crime e cobrou apoio à mudança constitucional proposta pelo governo.
Na economia, o senador atacou o preço dos alimentos e o endividamento das famílias. O presidente respondeu com a defesa dos aumentos reais do salário mínimo e de políticas de distribuição de renda.
Perto do encerramento, Lula desafiou o adversário a abrir os sigilos bancário e telefônico, estendendo a proposta às duas famílias. Flávio afirmou não ter nada a esconder, mas não aderiu expressamente ao desafio. Após o programa, ironizou a iniciativa sob o argumento de que o presidente não possui celular. Outro debate está previsto para sexta-feira (23), na Globo, dois dias antes da votação.













