A nova edição da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira, 14, reforça que a corrida presidencial segue liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aparece à frente em todos os cenários de intenção de voto. O levantamento mostra que, tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, Lula mantém vantagem sobre os adversários e também lidera em todas as simulações de segundo turno.
O principal nome da oposição é o senador Flávio Bolsonaro, que herda o capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro e se consolida como o candidato mais competitivo do campo bolsonarista.
Avaliação
De acordo com o levantamento, a avaliação negativa do governo Lula chegou a 37,2%, superando a positiva, que ficou em 32,2%. Outros 29,4% classificam a gestão como regular. O resultado interrompe uma tendência de melhora observada em pesquisas anteriores.
A aprovação pessoal do presidente também apresentou recuo. Atualmente, 44,9% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula, enquanto 49,6% desaprovam.
Caiado aparece, mas ainda distante
Entre os nomes testados fora da polarização, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece como uma das alternativas, mas ainda sem força suficiente para romper a disputa entre lulismo e bolsonarismo. Segundo a pesquisa, Caiado tem potencial de voto de 23,8%, índice semelhante ao do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (23,3%). No entanto, o levantamento indica que cerca de metade dos entrevistados ainda não conhece o governador goiano, o que limita sua competitividade nacional neste momento.
Em cenários de segundo turno, Caiado também é testado contra Lula, mas aparece atrás do presidente.
LEIA TAMBÉM:
Vereadores elogiam fim da influência política na Comurg
Em primeira reunião com secretariado, Daniel Vilela defende manter ritmo de entregas
Polarização persiste, mas há espaço para novos nomes
Apesar da liderança de Lula e da força do bolsonarismo, a pesquisa revela um desgaste da polarização. Cerca de um terço do eleitorado afirma preferir votar em um candidato que não seja ligado nem ao presidente nem à família Bolsonaro. Mesmo assim, nenhum dos nomes alternativos, como Caiado, Zema, Aldo Rebelo ou Renan Santos, consegue, até agora, ocupar esse espaço de forma competitiva.
Cenário ainda aberto
Os dados indicam que, embora Lula largue na frente, o cenário eleitoral de 2026 ainda está em formação, com alto índice de rejeição entre os principais candidatos e espaço potencial para mudanças ao longo da campanha.














