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Mais de 500 armas e objetos cortantes são apreendidos no TRT-GO em um ano

O monitoramento dessas ocorrências passou a ser sistematizado a partir de 2025, permitindo ao tribunal acompanhar a evolução dos dados


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 05/05/2026 - 11:42

TRT armas
Segurança monitora entrada de armas e objetos cortantes no TRT de Goiás (Divulgação)

O rigor no controle de acesso do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO) resultou na retenção de 512 armas e objetos perfurocortantes entre o início de 2025 e os primeiros meses de 2026. Somente no ano passado, foram registradas 379 ocorrências, enquanto o balanço parcial deste ano já soma 133 itens retidos, como facas e canivetes.
A retenção desses objetos está amparada na Portaria nº 2747/2024, que visa garantir a integridade de magistrados, servidores, advogados e do público em geral, transformando as inspeções com detectores de metais em uma barreira preventiva essencial contra riscos no ambiente jurídico.

No dia a dia, a atuação da equipe de segurança envolve inspeções de rotina e a verificação de pertences. Segundo Luciano Batista de Souza, agente de Polícia Judicial e secretário de Polícia Judicial substituto do TRT-GO, é comum que objetos perfurocortantes sejam identificados nesses procedimentos. “Durante as inspeções de rotina, é comum aparecerem objetos como facas, canivetes e outros itens semelhantes”, explica.

Ele ressalta que, na maior parte dos casos, não há má intenção por parte dos usuários. “Na maioria das situações, é mais por hábito mesmo, algo que a pessoa carrega e acaba esquecendo”, afirma.

Quando esse tipo de objeto é identificado, a equipe adota um procedimento padronizado e seguro. “O objeto fica acautelado (retido) pela equipe de segurança, em local apropriado, conforme previsto nas atribuições do Serviço de Policiamento Ostensivo”, detalha Luciano. “Ao deixar o prédio, o item é devolvido ao proprietário”, completa.

Estratégias
O monitoramento dessas ocorrências passou a ser sistematizado a partir de 2025, permitindo ao tribunal acompanhar a evolução dos dados e aprimorar as estratégias de segurança. Mais do que restringir acessos, o trabalho realizado pela segurança institucional tem caráter essencialmente preventivo. O objetivo é evitar situações de risco e garantir tranquilidade a todos que frequentam o tribunal.

“A ideia não é punir ninguém, mas manter o ambiente do tribunal seguro para todos, magistrados, servidores, advogados e quem precisa do atendimento”, ressalta Luciano.

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